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Mercado financeiro revisa para baixo projeções de inflação e IPCA cai para 5,16% em 2026
Economia

Mercado financeiro revisa para baixo projeções de inflação e IPCA cai para 5,16% em 2026

O movimento indica um recuo em relação à marca de 5,30% registrada no relatório da semana anterior.

Última atualização: 13 de Julho, 2026 16:39
Por
Erre Soares
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4 Min Leia
📷 Marcello Casal JrAgência Brasil
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Brasília (DF) – O cenário econômico para 2026 começa a apresentar nuances diferentes no radar do mercado financeiro. Pelo segundo levantamento consecutivo, as expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram reduzidas, fechando a última segunda-feira em 5,16%. O movimento indica um recuo em relação à marca de 5,30% registrada no relatório da semana anterior.

Enquanto a inflação segue sob escrutínio, outros indicadores vitais da economia brasileira mantiveram-se inalterados na leitura do Banco Central. O Produto Interno Bruto (PIB) continua com previsão de crescimento de 1,99% para 2026. Para os anos subsequentes, as projeções também permanecem estacionadas: 1,65% em 2027 e 2% em 2028.

A cotação do dólar, por sua vez, deve encerrar 2026 valendo R$ 5,20. O horizonte de câmbio para os dois anos seguintes aponta para valores de R$ 5,28 e R$ 5,34, respectivamente.

O compasso de espera da Selic

No campo dos juros, a estabilidade predomina. A expectativa para a taxa básica de juros (Selic) em 2026 permanece em 14% pela terceira semana. Atualmente, o índice está em 14,25%, nível definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 17 de junho. Com a próxima reunião agendada para os dias 4 e 5 de agosto, cresce a aposta de um corte antes da virada do ano.

Vale lembrar que a trajetória recente dos juros foi rigorosa: entre setembro de 2024 e junho de 2025, houve sete elevações consecutivas. Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic atingiu o patamar de 15% ao ano, o maior índice observado desde os 15,25% registrados em julho de 2006.

O jogo de xadrez do Copom segue uma lógica conhecida. Quando a Selic cai, o crédito barateia e o consumo ganha fôlego, o que tende a acelerar a atividade produtiva. Por outro lado, juros altos funcionam como um freio na economia, desestimulando o consumo em favor da renda fixa e contendo pressões inflacionárias. A decisão final dos bancos, porém, sempre incorpora variáveis como a margem de lucro, despesas operacionais e o risco de inadimplência.

Desempenho recente dos preços

A inflação oficial do país apresentou fôlego reduzido no último mês. Segundo o IBGE, o IPCA fechou junho em 0,16%, um alívio impulsionado pela primeira queda nos preços dos alimentos desde novembro de 2025. Esse resultado representa o menor patamar mensal desde outubro de 2025 e marca o quarto mês consecutivo de desaceleração.

No acumulado de 12 meses, o IPCA registra 4,64%. Embora o índice continue acima do teto da meta do governo, fixado em 4,5%, ele representa uma queda em relação aos 4,72% de maio. Em paralelo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), fundamental para o reajuste de salários e voltado a famílias com renda de até cinco mínimos, fechou junho em 0,14%, acumulando 4,33% no mesmo período.

MARCADOEconomia BrasileiraInflaçãoIPCAMercado FinanceiroSelic
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