O rendimento médio mensal dos trabalhadores brasileiros alcançou a marca de R$ 3.722 no primeiro trimestre deste ano, o maior patamar já registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística desde o início da série histórica em 2012. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, revela que 15 estados e o Distrito Federal atingiram recordes de remuneração no mesmo período.
Abrangência dos dados e mercado de trabalho
A pesquisa considera o desempenho de brasileiros a partir dos 14 anos de idade em todas as modalidades de ocupação. O cálculo engloba desde profissionais com carteira assinada até trabalhadores temporários e aqueles que atuam por conta própria, oferecendo um panorama completo das diferentes formas de inserção no mercado de trabalho nacional.
Disparidades regionais e o cenário no Distrito Federal
O Distrito Federal lidera o ranking de rendimentos com uma média de R$ 6.720, valor que supera em 81% a média nacional. Esse cenário é impulsionado pela expressiva concentração de servidores públicos na capital federal, categoria que historicamente apresenta remunerações superiores às praticadas no setor privado. Em contrapartida, o Maranhão apresenta o menor rendimento médio do país, com R$ 2.240, cifra três vezes inferior à registrada em Brasília.
Queda no desemprego impulsiona resultados
Além da valorização salarial, o mercado de trabalho brasileiro apresentou um recuo relevante na desocupação. A taxa de desemprego ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, consolidando o menor índice para este período desde o início das medições. O desempenho foi heterogêneo entre as unidades da federação, com 12 estados apresentando taxas abaixo da média nacional. Santa Catarina se destacou positivamente ao registrar o menor índice de desemprego do país, atingindo a marca de 2,7%.
