“Não é hora de discutir esse assunto. Precisamos avançar com o Imposto de Renda e a reforma administrativa”, declarou o titular da pasta de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), durante o certame de concessão do túnel Santos-Guarujá, na sede da B3, em São Paulo.
O ministro afirmou que, se estivesse na Câmara ou no Senado, votaria contra o projeto que propõe anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, defendeu uma revisão das sanções aplicadas aos condenados.
“Não é momento de debater essa questão. Temos que evoluir com o Imposto de Renda e a reforma administrativa”, reforçou. “O que precisamos é discutir seriamente a definição das penas. Não faz sentido que um cidadão que foi induzido ao erro durante uma invasão receba condenação de 10, 12 anos. O Parlamento tem matérias muito mais urgentes para este fim de ano.”
A declaração foi feita nesta sexta-feira (5), durante o leilão do túnel Santos-Guarujá, realizado na capital paulista.
Silvio Costa Filho, integrante do governo Lula, pertence ao mesmo partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que vem atuando intensamente nas articulações pela anistia — nesta semana, viajou a Brasília para tratar do assunto com aliados políticos.
Após o anúncio do vencedor da disputa, o ministro convidou Tarcísio e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que representou o presidente Lula no evento, para baterem o martelo juntos.
Questionado sobre o gesto de conciliação, declarou que “diferenças constroem convergências” e que se trata de um “símbolo muito importante para o país”.
