Walnut, Estados Unidos – A delegação brasileira começou sua trajetória no Parapan-Pacífico de natação com um desempenho sólido. Nesta sexta-feira (28), a equipe acumulou quatro medalhas, sendo dois ouros e duas pratas, durante as provas realizadas em Walnut, nos Estados Unidos. A competição, que reúne nadadores de nações fora do continente europeu, segue com disputas até este domingo (30).
O formato técnico do evento exige atenção redobrada. As provas utilizam o sistema multiclasses, onde competidores de diferentes classes disputam as mesmas baterias. O pódio é definido pelo Índice Técnico da Competição (ITC), uma métrica que pondera o tempo final do atleta em relação à sua classificação funcional específica.
O destaque da estreia ficou por conta de Lídia Cruz. A nadadora fluminense subiu ao lugar mais alto do pódio nos 150m medley (classe S4) ao cravar 2min56s31, estabelecendo um novo recorde das Américas. O desempenho supera a marca que lhe rendeu o bronze nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, quando registrou 2min57s16. A dobradinha brasileira na prova foi confirmada por Patrícia Pereira, de Minas Gerais, que completou o percurso em 2min57s33 e assegurou a prata.
No naipe masculino, Gabriel Bandeira confirmou o favoritismo nos 200m livre. O nadador paulista, competindo entre as classes S2-S5 e S14, dominou a piscina com o tempo de 1min53s21, garantindo mais um ouro para o país. Pouco antes, Samuel Oliveira, também de São Paulo, já havia subido ao pódio nos 50m borboleta (classes S5-S7) com a marca de 33s68, totalizando 949 pontos para levar a medalha de prata.
O Brasil desembarcou em Walnut com um grupo de 16 atletas de elite. O nível de exigência é alto, já que o time é composto inteiramente por medalhistas individuais do Mundial de 2025, realizado em Singapura. O Parapan-Pacífico, criado em 2011 por Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, cumpre o papel de manter o ritmo de alto rendimento nos calendários que não contam com Jogos Paralímpicos ou Mundiais.
