São Paulo (SP) – O Corinthians oficializou neste domingo (11) a chegada de Clarence Seedorf ao cargo de treinador da equipe profissional masculina. Aos 50 anos, o holandês assume o posto com vínculo firmado até o encerramento da temporada de 2027. O anúncio ocorre dias após a demissão de Fernando Diniz, desligado na última quarta-feira (7) na esteira da derrota por 2 a 1 para o Internacional, em Porto Alegre.
O revés no Sul marcou a sétima derrota consecutiva do clube no Campeonato Brasileiro, deixando a equipe na 17ª posição. A permanência na zona de rebaixamento exige uma resposta imediata de Seedorf, que até então ocupava uma cadeira no conselho de supervisão da Federação Neerlandesa de Futebol (KNVB).
A trajetória de Seedorf no Brasil não é inédita. Entre 2012 e 2013, ele defendeu as cores do Botafogo, encerrando ali sua carreira como jogador. O currículo de atleta é vasto e vitorioso, especialmente no futebol europeu. O ex-meio-campista ostenta quatro títulos da Liga dos Campeões da UEFA, conquistados com as camisas de Ajax, Real Madrid e Milan — este último por duas vezes.
A transição para a área técnica começou justamente no Milan, em 2014. Desde então, o profissional passou pelo banco de reservas do Shenzhen FC, da China; do Deportivo La Coruña, na Espanha; e esteve à frente da seleção de Camarões. Embora possua vasta experiência internacional, Seedorf ainda persegue seu primeiro título oficial como treinador principal.
Ao se apresentar à torcida, o novo comandante destacou a ciência da complexidade do momento vivido pelo clube. Em uma mensagem gravada para os torcedores, ele mencionou a memória da atmosfera vinda das arquibancadas e apelou para a união com a Fiel na tentativa de reverter o cenário atual na Série A.
A responsabilidade de evitar a queda para a segunda divisão é o foco imediato do trabalho que começa agora. O discurso de apresentação evitou promessas vagas, concentrando-se no compromisso com o empenho em campo. O holandês reforçou que o foco será transformar a entrega dos atletas durante as partidas restantes do calendário, buscando estabilizar o desempenho sob pressão.
