Poznan, Polônia – O cenário na Polônia não foi favorável para Isaquias Queiroz. Em uma final marcada por ventos fortes e um ritmo competitivo elevado, o canoísta baiano de 32 anos encerrou a prova C1 1000 do Campeonato Mundial de Canoagem de velocidade na nona colocação. O resultado destoa da trajetória consolidada do atleta, que acumula cinco medalhas olímpicas e 14 pódios em Mundiais ao longo de sua carreira.
A disputa pelo topo do pódio foi acirrada, culminando em um empate técnico na primeira posição. O tcheco Martin Fuksa e o húngaro Daniel Fejes cruzaram a linha de chegada simultaneamente, registrando 4min07s44 e dividindo a medalha de ouro. O ucraniano Zakhar Tarnovschi completou o pódio com a medalha de bronze, cravando 4min08s74.
Após a prova, Isaquias apontou uma série de fatores que dificultaram seu desempenho nesta temporada. O atleta citou uma recente cirurgia ocular e um problema recorrente no quadril, que limitou sua capacidade de preparação física, como obstáculos significativos. “Eu sabia que seria uma prova difícil. O ritmo na final é diferente, todo mundo está no limite e a falta de ritmo acaba pesando bastante”, admitiu o brasileiro, que havia chegado à decisão após marcar o segundo melhor tempo em sua bateria semifinal, 4min23s65.
O baiano busca a recuperação imediata nas águas de Poznan. Ele volta à pista neste sábado, às 9h30, para a final da categoria C1 500m. A expectativa é que o ritmo seja distinto nesta nova oportunidade de medalha.
Enquanto a experiência de Isaquias enfrenta os desafios da temporada, a renovação da modalidade ganhou destaque com Gabriel Nascimento. Aos 20 anos, o também baiano, visto como um dos principais nomes para o futuro da canoagem nacional, bateu na trave no C1 200m. Gabriel terminou a prova em quarto lugar, com 41s19, ficando apenas 24 centésimos atrás do bielorrusso Andrei Zholobov, que garantiu o bronze. O título da prova ficou com o polonês Oleksii Koliadych, com 40s95, seguido pelo uzbeque Artur Guliyev, com 41s05.
