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Tifanny contesta veto da CBV a atletas trans no vôlei e promete batalha jurídica
Esportes

Tifanny contesta veto da CBV a atletas trans no vôlei e promete batalha jurídica

Última atualização: 16 de Agosto, 2026 20:41
Por
Erre Soares
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3 Min Leia
📷 Divulgação/Osasco - @carol__fotografia
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Osasco (SP) – A noite de sábado (15) no Ginásio José Liberatti teve uma atmosfera de forte resistência. Enquanto o Osasco São Cristóvão Saúde enfrentava o Pinheiros pelo Campeonato Paulista, a oposta Tifanny, de 41 anos, entrava em quadra sob a sombra de uma decisão que pode encerrar sua trajetória no vôlei nacional. Um dia antes, na sexta-feira (14), a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou uma nova diretriz que restringe os torneios femininos a esportistas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer.

Primeira atleta trans a disputar a Superliga — competição que conquistou em 2025 —, Tifanny não poupou críticas à mudança, classificando-a como um retrocesso comparável aos testes de gênero humilhantes realizados nas décadas de 1960 e 1970. Em manifestação divulgada pela assessoria do clube paulista, a jogadora garantiu que esgotará todas as instâncias para defender sua permanência nas quadras. A atleta argumenta que a medida pune não apenas a ela individualmente, mas penaliza patrocinadores, torcedores e o direito de inclusão de toda a comunidade trans.

A nova política de elegibilidade da CBV impõe a comprovação de ausência do gene SRY, alinhando as regras brasileiras aos critérios adotados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB). O modelo substitui o protocolo anterior, que autorizava a participação de mulheres trans desde que mantivessem os níveis de testosterona sérica sob limites específicos. A restrição já atinge as edições deste ano da Superliga (Séries A e B) e da Supercopa, além de abranger a Copa Brasil e o Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Se Tifanny pôde atuar no fim de semana, foi graças a uma decisão da Federação Paulista de Volleyball (FPV), que optou por manter o regulamento vigente até o fim do atual Estadual, deixando para avaliar futuras restrições posteriormente. Em quadra, a oposta marcou 19 pontos diante da torcida de Osasco, mas o Pinheiros acabou vencendo o confronto por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, em uma disputa que se estendeu por pouco mais de duas horas.

MARCADOatletas transCBVesporte inclusivoTifannyVôlei
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