O cenário político dos Estados Unidos registrou um movimento inédito na última terça-feira, 3 de novembro. Sete candidatos nascidos no Brasil garantiram assentos em assembleias legislativas estaduais, sinalizando um novo patamar de representatividade para a crescente comunidade brasileira no exterior. Todos os vitoriosos militam pelo Partido Democrata.
A presença brasileira se concentrou em quatro estados distintos, onde esses nomes agora assumem a responsabilidade de articular políticas locais. Massachusetts, que detém um dos maiores fluxos migratórios do país, elegeu quatro representantes: Danilo Senna, Lorena Betts, Priscila Sousa e Rita Mendes. O grupo reflete a força da demografia brasileira na região da Nova Inglaterra.
No restante do território americano, a atuação também foi expressiva. Na Flórida, estado com forte presença de imigrantes, Felipe Souza Lazaballet assegurou sua posição. O mesmo ocorreu com Elaine Marzola, que venceu o pleito no Nevada, e Farley Santos, eleito no Connecticut.
A ascensão desses nomes aos parlamentos estaduais ganha contornos de relevância ao considerar o volume populacional que os brasileiros representam em solo americano. Dados oficiais do Itamaraty indicam que a comunidade residente no país ultrapassa a marca de 2 milhões de pessoas. Com a eleição, esses brasileiros deixam de ser apenas parte de um contingente demográfico para se tornarem peças atuantes na máquina pública e legislativa das unidades federativas onde vivem.
O alcance dessa votação transcende a conquista individual. Ao ocuparem cargos nas assembleias estaduais, estes sete parlamentares ganham voz direta na gestão de pautas que impactam diretamente a vida dos imigrantes, indo de leis trabalhistas a questões de infraestrutura e educação local. O resultado de terça-feira encerra um ciclo de campanhas e abre, na prática, uma nova fase de integração política para os brasileiros radicados nos EUA.
