Brasília (DF) – O futuro político de José Roberto Arruda no Distrito Federal sofreu um revés nesta quinta-feira (3). O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) negou o registro da candidatura do político do PSD ao Palácio do Buriti. O bloqueio judicial decorre de uma condenação por improbidade administrativa, desdobramento de uma das frentes da Operação Caixa de Pandora, o que atrai a incidência da Lei da Ficha Limpa sobre seu nome.
Apesar do revés na corte regional, a sentença proferida pelo relator, desembargador Guilherme Pupe, garante que a disputa não termina aqui. O magistrado assegurou que o ex-governador poderá manter sua agenda de campanha enquanto aguarda o desfecho definitivo do processo. A decisão mantém intactos, por ora, os direitos de realizar atos de rua, produzir material publicitário e ocupar o tempo de televisão e rádio destinado à propaganda eleitoral, garantindo que o nome do candidato siga presente no pleito enquanto o TSE não aprecia o recurso que virá.
Arruda utilizou seus canais de comunicação oficial para se posicionar sobre o impedimento imposto pela Justiça Eleitoral. Sem demonstrar recuo, o candidato reforçou o compromisso com sua base de apoiadores e garantiu que a equipe jurídica já prepara os documentos para levar o caso à análise do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília.
Ao abordar a decisão do plenário, o postulante ao Executivo local declarou que respeita a determinação do colegiado, embora discorde de seu mérito. Em nota pública, afirmou que o processo está longe de ser encerrado. “Não vou abaixar a cabeça nem abandonar Brasília”, pontuou, indicando que pretende esgotar as instâncias recursais disponíveis para tentar reverter a inelegibilidade antes da data das eleições.
A movimentação no cenário eleitoral do DF agora se volta para os próximos passos no TSE. Enquanto a instância superior não analisa o caso, o candidato segue percorrendo os eixos da capital, tratando a barreira imposta pelo TRE-DF como um obstáculo burocrático que, na visão de sua defesa, será superado nas instâncias superiores. A disputa jurídica pela permanência ou não do seu nome nas urnas está apenas começando.
