O debate sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 ganha ritmo acelerado na Câmara dos Deputados, com a proximidade da votação do relatório final do deputado Leo Prates (Republicanos) na Comissão Especial, prevista para ocorrer em 18 dias. O cronograma de discussões inclui uma série de audiências públicas cruciais para definir os rumos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o regime atual de folgas dos trabalhadores brasileiros.
A busca pelo equilíbrio econômico
Na próxima terça-feira (12), o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, prestará depoimento sobre os impactos econômicos da medida. O ponto central da oitiva envolve a viabilidade de uma compensação financeira para as empresas, tema que divide opiniões. Embora o governo federal mantenha cautela, o relator Leo Prates sinalizou que aceita discutir mecanismos de compensação caso isso seja necessário para garantir a implementação da proposta, reconhecendo a natureza negociadora do ambiente legislativo.
Aspectos sociais e mobilização popular
As discussões avançam na quarta-feira (13) para a análise dos reflexos sociais da mudança. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e representantes do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) foram convocados para apresentar dados e perspectivas sobre o tema. Paralelamente ao rito formal, o movimento sindical intensificou a pressão digital, com a campanha intitulada O Brasil quer mais tempo, que já alcançou a marca de 120 mil assinaturas em apoio à redução da jornada.
Calendário de votação
A tramitação segue um roteiro que contempla audiências regionais, incluindo paradas em Minas Gerais e São Paulo, após a realização de um encontro recente em João Pessoa, na Paraíba. Durante o evento na capital paraibana, o presidente da Câmara, Hugo Motta, reforçou o compromisso da Casa com a pauta, assegurando que o texto será colocado em votação ainda este mês. O cronograma oficial prevê a apresentação do relatório final para o dia 20 de novembro, enquanto a votação definitiva no plenário está projetada para a última semana de maio.
