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Supremo Tribunal Federal endurece regras para impedir novos benefícios no setor público
Política

Supremo Tribunal Federal endurece regras para impedir novos benefícios no setor público

Última atualização: 8 de Maio, 2026 18:01
Por
Erre Soares
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3 Min Leia
📷 Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
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O Supremo Tribunal Federal (STF) oficializou, nesta sexta-feira (8), uma nova determinação que proíbe órgãos do Judiciário, Ministério Público, Tribunais de Contas, Advocacia Pública e Defensoria Pública de reestruturarem cargos ou unidades funcionais como pretexto para criar novos benefícios salariais. A medida busca conter a proliferação dos chamados penduricalhos, gratificações que, ao serem incorporadas aos vencimentos, permitem que o rendimento final ultrapasse o teto constitucional de 46,3 mil reais.

Foco na transparência e no controle fiscal

A decisão, assinada pelos ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, responde a estratégias adotadas por tribunais para contornar restrições anteriores. Entre as táticas utilizadas para driblar o limite de gastos, destacam-se a classificação de comarcas como locais de difícil provimento, a criação de novas normativas para plantões judiciais e o pagamento de gratificações por acúmulo de funções. Agora, o STF impõe que os salários sejam apresentados em contracheque único, refletindo o valor real depositado na conta do servidor.

Racionalidade administrativa

Os magistrados destacaram que o novo modelo visa interromper um ciclo de equiparações salariais entre diferentes órgãos, práticas que consideram incompatíveis com a responsabilidade fiscal e com a racionalidade da administração pública. A intenção é evitar que a busca por benefícios em uma carreira gere um efeito cascata em todo o setor público, mantendo a integridade das decisões da Suprema Corte.

Limites e o entendimento consolidado

Esta nova diretriz reforça o julgamento unânime ocorrido em 25 de março, quando o STF estabeleceu que indenizações, auxílios e gratificações adicionais não podem exceder 35% do valor do subsídio base. Com essa regra, o rendimento mensal de juízes, promotores e procuradores fica limitado a cerca de 62,5 mil reais, montante que engloba o teto constitucional somado ao percentual permitido de penduricalhos.

Com a publicação do acórdão do julgamento original nesta mesma sexta-feira, abre-se o prazo para que as associações de classe dos servidores afetados possam apresentar recursos. A Corte mantém, assim, uma postura rigorosa na fiscalização do teto remuneratório, tentando colocar um ponto final na criação de artifícios que elevam os ganhos acima do limite estabelecido pela Constituição Federal.

MARCADOpenduricalhosresponsabilidade fiscalSetor Públicostfteto constitucional
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