Araçatuba (SP) – O fim de semana de 5 e 6 de outubro levou os candidatos à Presidência a cruzarem o Brasil em agendas marcadas por embates sobre segurança, promessas econômicas e acenos a bases sociais históricas. Da mobilização em comunidades periféricas a visitas penitenciárias, as campanhas desenharam estratégias distintas no corpo a corpo com o eleitorado.
Educação e saúde no Sudeste
No sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, concentrou suas atividades em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Em seu discurso, priorizou a educação básica, assumindo o compromisso de estender o ensino em tempo integral a todas as escolas do país caso seja reconduzido ao cargo.
Ainda em território paulista, Augusto Cury cumpriu agenda em Araçatuba no sábado, onde realizou carreata e visitou pontos comerciais tradicionais, como o calçadão e o camelódromo. O candidato do Avante propôs a expansão da telemedicina para modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS) e encerrou o dia autografando suas obras em um shopping, permanecendo sem atividades públicas no domingo.
Em Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, concedeu entrevista à TV Record e reuniu-se com o setor produtivo na exposição agropecuária Camaru, em Uberlândia, no sábado. No domingo, realizou vistoria técnica no anel viário da cidade e participou de um ato com adesivos no Parque Sabiá.
A candidata Samara Martins, da Unidade Popular, participou no sábado da Marcha do Heroísmo Revolucionário em Santo André, encerrando o ato na Universidade Federal do ABC com propostas de reforma urbana. No domingo, a candidata focou em comunidades tradicionais e quilombolas do Médio Rio Moju, na região de Belém, no Pará.
Segurança e economia no centro dos debates
A pauta da segurança pública dominou a agenda de Flávio Bolsonaro no Paraná. No sábado, o candidato do PL visitou em Ponta Grossa o ex-assessor Filipe Martins, preso após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da investigação sobre uma trama golpista. Flávio criticou a detenção, prometeu criar mais de 500 mil vagas prisionais e propôs enquadrar facções como o PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas.
O combate ao crime organizado também pautou as viagens de Renan Santos pelo Nordeste. No sábado, o candidato do Missão percorreu morros da Zona Sul de Recife e seguiu para Fortaleza. Na capital cearense, realizou carreata no bairro Mucuripe no domingo e esteve no Vicente Pinzón, onde criticou restrições impostas por facções às campanhas eleitorais. Ele encerrou a rodada de viagens com apoiadores em São Luís, no Maranhão.
Em solo gaúcho, Ronaldo Caiado esteve no sábado na Expointer, em Esteio, visitando os setores de máquinas e de agricultura familiar. No domingo, o candidato do PSD concentrou-se na Feira do Garavelo, em Aparecida de Goiânia, onde propôs reduzir a taxa Selic de 14% para 7% ao ano a partir de 5 de janeiro, embora o índice seja definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
Mobilização popular e agendas institucionais
Rui Costa Pimenta esteve em Belo Horizonte no sábado para o lançamento de candidaturas do PCO no Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira. Ele defendeu a reestatização de empresas e um salário mínimo de aproximadamente R$ 8 mil, baseado nos cálculos do DIEESE, que estima o mínimo constitucional em R$ 7.687,01. À noite, viajou para São Paulo.
Pelo PSTU, Hertz Dias realizou panfletagem no sábado na Estação da Lapa e no Empório Bourbon Beer, em Salvador, defendendo reformas socioeconômicas estruturais para combater a exclusão do povo negro. Ele não teve compromissos no domingo.
Por fim, Clariana Barão concedeu entrevista ao Jornal News SBT no sábado, enquanto Edmilson Costa cumpriu agenda partidária da secretaria-geral do PCB em Lisboa, Portugal. Wilson Grassi não registrou atividades públicas de campanha no período.
