Rio de Janeiro (RJ) – O domingo decisivo nas urnas mobiliza cerca de 13 milhões de eleitores no Rio de Janeiro. Em um chamado direto à população, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, pediu que o cidadão não se abstenha e compareça aos locais de votação para definir os rumos do país. O pronunciamento, feito na sede do tribunal, ressaltou o voto como uma conquista coletiva indispensável à legitimidade da democracia brasileira.
Reconhecendo as demandas do cotidiano, o desembargador reforçou que o exercício do direito ao voto transcende diferenças sociais. Para garantir a normalidade do pleito, uma operação de segurança foi desenhada com a presença ostensiva da Polícia Militar nas ruas e nos pontos de votação. A estratégia conta ainda com o suporte das Forças Armadas, visando assegurar que o eleitor exerça sua escolha em um ambiente de tranquilidade e autonomia.
A logística para este segundo turno promete um fluxo mais ágil. Diferente da primeira etapa, quando o eleitor precisou registrar seis votos — para deputado federal e estadual, dois senadores, governador e presidente —, desta vez o processo se resume à escolha para a Presidência da República. A expectativa do tribunal é que a redução do número de candidatos elimine a formação de longas filas observadas semanas atrás.
Uma exceção no cenário estadual é o município de Itaguaí, na região metropolitana. Lá, os eleitores passarão por uma eleição suplementar para o cargo de prefeito. Por essa razão, a dinâmica na urna será distinta: o cidadão votará primeiro para presidente e, na sequência, registrará seu voto para a prefeitura local.
Sobre a infraestrutura, o TRE-RJ manteve a grande maioria dos 5.040 locais de votação ativos no primeiro turno. Apenas duas exceções foram registradas por questões estruturais: em Brás de Pina, na região da Leopoldina, e em Jardim Sulacap, na zona oeste da capital. Fora esses pontos específicos, o eleitor deve se dirigir ao mesmo colégio eleitoral utilizado na rodada anterior.
Por fim, o desembargador reiterou um ponto essencial para quem se distanciou das urnas no início do mês: a ausência no primeiro turno não retira o direito de participação neste domingo. Todos que possuem a inscrição eleitoral regular estão aptos e convidados a cumprir seu papel cívico.
