Macapá (AP) – O cenário político do Amapá foi definido de forma definitiva neste domingo, dia 4. Com a contagem de votos atingindo 88,51% das urnas por volta das 20h11, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou a eleição de Dr. Furlan, do PSD, para o cargo de governador logo no primeiro turno. A vitória veio com uma marca expressiva: 238.963 votos, totalizando 62,01% dos sufrágios válidos.
Furlan liderou a coligação intitulada Trabalhar para Transformar o Amapá, que reuniu as siglas NOVO, PSD, PODE e PL. Como a legislação eleitoral determina que a disputa ao executivo estadual é encerrada quando um postulante supera a metade dos votos válidos, a contagem oficial eliminou qualquer possibilidade de um segundo turno no estado.
Abaixo do novo governador, o segundo colocado na corrida, Clécio (União Brasil), alcançou 37,72%. O restante dos votos foi pulverizado entre candidatos com votações inexpressivas: Carlos Cley, do PSTU, somou 0,12%; o Delegado Marcos, do DC, ficou com 0,08%; e Jairo Palheta, do PCO, encerrou a disputa com 0,07%.
A trajetória de Antônio Furlan, hoje com 53 anos, é marcada por uma transição rápida entre diferentes esferas do poder. Nascido em San José, na Costa Rica, mas filho de brasileiros, o médico cirurgião cardiovascular iniciou sua trajetória parlamentar em 2014, quando chegou à Assembleia Legislativa, garantindo a reeleição em 2018.
Do legislativo estadual, Furlan migrou para a gestão municipal. Foi eleito prefeito de Macapá em 2020 e conquistou um novo mandato em 2024. Contudo, seu período à frente da capital foi interrompido em março deste ano. Naquela ocasião, ele foi afastado do cargo sob suspeita de desvios em verbas federais que deveriam custear a construção do Hospital Geral Municipal. Logo após o afastamento, o então prefeito renunciou ao mandato antes de lançar sua candidatura ao governo estadual.
O pleito no Amapá seguiu o rito nacional de 2026, ocorrendo de maneira simultânea às votações para a presidência da República, cadeiras no Senado e vagas para a Câmara dos Deputados e assembleias legislativas. Com este desfecho, o estado encerra a movimentação eleitoral para o executivo e abre agora o período de transição administrativa.
