O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, reafirmou neste domingo (25) que o resultado das eleições deve ser acatado como a expressão máxima da soberania popular. O magistrado compareceu a um local de votação na Asa Sul, em Brasília, por volta das 11h, e conversou com jornalistas logo após depositar seu voto.
Para o ministro, a premissa de que o poder emana do povo exige uma postura de compromisso institucional dos envolvidos. Ao comentar a movimentação democrática em todo o território nacional, ele enfatizou que a estabilidade do Brasil depende diretamente do reconhecimento de quem sair vitorioso nas urnas. O país, na visão do presidente da Corte, necessita de um ambiente de paz para conseguir lidar com as demandas do Estado a partir desta segunda-feira.
O respeito ao veredito das urnas é descrito pelo magistrado como algo imprescindível. Dias antes, ele já havia defendido que a própria manutenção da democracia exige lealdade às regras do jogo, um princípio que se estende, inevitavelmente, aos derrotados no pleito. A fala sela uma série de posicionamentos que o ministro adotou ao longo das últimas semanas, período em que se tornou uma das vozes centrais na defesa da lisura do processo eleitoral diante de constantes questionamentos sobre a atuação do STF.
O cenário eleitoral deste ano foi marcado por turbulências. Antes mesmo do primeiro turno, o Supremo atravessou uma crise institucional interna, com troca de acusações públicas entre ministros, um episódio que acabou ecoando nos palanques políticos e dominando parte do debate durante as campanhas.
A votação deste domingo mobiliza 158,7 milhões de eleitores, que definem o ocupante do Palácio do Planalto. Além da disputa presidencial, o segundo turno ocorre para a escolha de governadores no Distrito Federal e em cinco unidades da federação: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.
