As ruas das cidades brasileiras e as telas dos celulares passam a registrar uma dinâmica completamente nova a partir deste domingo (16). Com o início oficial do período de campanha para as Eleições 2026, candidatos de todas as regiões ganham autorização legal para interagir diretamente com o eleitorado, seja promovendo carreatas e passeatas ou distribuindo panfletos. Essas ações de mobilização presencial estão permitidas diariamente, no intervalo que vai das 8h às 22h.
A disputa por espaço também ganha força nos canais digitais e nos meios impressos. A partir de agora, as propagandas na internet e os anúncios pagos em jornais e revistas estão liberados. O calendário eleitoral define que as mobilizações presenciais e virtuais podem ocorrer até o dia 3 de outubro, véspera da votação em primeiro turno. Já os comícios ganham uma janela de funcionamento um pouco diferente: podem ocorrer entre 8h e meia-noite, mas o prazo máximo de realização se encerra no dia 1° de outubro.
Para evitar perturbações e garantir a ordem pública, a regulamentação impõe restrições espaciais severas. Qualquer ato de campanha presencial deve manter uma distância mínima de 200 metros das sedes dos poderes Executivo e Legislativo locais. Essa mesma barreira de proteção aplica-se aos tribunais de Justiça, instalações militares, hospitais, unidades escolares e templos religiosos.
Em paralelo, o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão terá um cronograma próprio. Os eleitores acompanharão a exibição dos programas dos partidos e coligações no período concentrado entre os dias 28 de agosto e 1° de outubro.
Calendário eleitoral e escolha dos representantes
A votação em primeiro turno está agendada para o dia 4 de outubro. Os eleitores comparecerão às urnas para escolher novos ocupantes para cargos legislativos e executivos: deputados federais, estaduais e distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno, caso seja necessário na disputa para o governo dos estados ou para a Presidência, está marcado para o dia 25 de outubro. Essa nova etapa ocorre apenas se nenhum dos postulantes atingir a maioria absoluta dos votos válidos — ou seja, mais de 50% dos votos, excluindo-se os registros em branco e nulos no primeiro turno.
Lista dos candidatos que concorrem ao Planalto
Os partidos políticos oficializaram suas opções para a disputa presidencial. Em ordem alfabética, os nomes dos candidatos habilitados ao cargo de presidente da República constam nos registros oficiais do TSE:
Augusto Cury (Avante)
Clariana Barão (DC)
Edmilson Costa (PCB)
Flávio Bolsonaro (PL)
Hertz Dias (PSTU)
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Renan Santos (Missão)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Wilson Grassi (Democrata)
