O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, anunciou nesta quarta-feira, durante participação no programa Bom Dia, Ministro, que o governo federal ampliará a frequência de operações contra o patrimônio de organizações criminosas. A estratégia, exemplificada pela operação Carbono Oculto, focada no PCC, busca desarticular o poder econômico de facções como um dos pilares centrais do programa Brasil contra o Crime Organizado.
Integração e foco financeiro
O programa conta com um aporte de 1 bilhão de reais em recursos federais, além de 10 bilhões de reais disponibilizados pelo BNDES. A metodologia privilegia a atuação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, as FICCOs, que promovem a cooperação entre forças de segurança estaduais e federais. Segundo o ministro, a inteligência policial será aprimorada para viabilizar novas operações, tratando dados com maior rigor para superar as limitações geográficas do crime, que frequentemente ignora fronteiras estaduais e nacionais.
Modernização do sistema carcerário
Outro ponto relevante da política federal envolve a transformação de 138 presídios estaduais, onde estão custodiados 80% dos líderes de facções, para que operem sob o padrão de segurança máxima das unidades federais. O governo planeja equipar essas instalações com tecnologias como drones, sistemas de raio-X e bloqueadores de sinais de celular. De acordo com o ministro, a distribuição desses equipamentos não depende de formalidades burocráticas excessivas por parte dos estados, visando celeridade na implementação da nova infraestrutura de vigilância.
Abrangência da nova política
Apesar da autonomia federal na entrega dos equipamentos, Lima e Silva pontuou que adesões mais formais seriam necessárias apenas caso os estados busquem acessar modalidades específicas de financiamento via FIIS. A expectativa do Ministério da Justiça é que não haja resistência dos governos locais, dado que o fortalecimento da segurança prisional beneficia diretamente a sociedade como um todo.
Além da asfixia financeira e da reforma no sistema penitenciário, a estratégia traçada pelo governo federal inclui investimentos robustos para reduzir o tráfico de armas e aumentar os índices de resolução de homicídios no país. O objetivo é criar um cerco mais eficiente contra a criminalidade violenta e organizada, utilizando a tecnologia e a integração de dados como ferramentas de inteligência policial.
