Bahia (BA) – O cenário político baiano para os próximos quatro anos foi definido logo após o fechamento das urnas neste domingo (4). Jerônimo Rodrigues, candidato do PT, assegurou sua permanência no comando do Executivo estadual ao ultrapassar a marca necessária de 50% mais um dos votos válidos. A confirmação matemática veio com 96,73% das urnas apuradas, marcando o fim da corrida eleitoral no primeiro turno.
Os números oficiais consolidados apontam que o governador reeleito contabilizou 4.440.938 votos. A vantagem consolidada sobre seu principal adversário, ACM Neto (União), foi determinante para evitar um novo embate nas urnas. O candidato do União Brasil encerrou o pleito com 44,11% da preferência do eleitorado, totalizando 3.535.498 votos.
A configuração do pleito de 2026 contou ainda com outros nomes que não atingiram percentuais expressivos. Ronaldo Mansur (PSOL) obteve 0,34%, seguido por Aroldo Felix (UP) com 0,06%, Maria Bona (PCO) com 0,05% e Ariel Capistrano (DC), que alcançou 0,03% dos votos válidos.
O sistema eleitoral brasileiro estabelece a vitória imediata para o governo estadual quando um candidato atinge a maioria absoluta — condição que Jerônimo cumpriu com folga. Dessa forma, a Bahia não terá a necessidade de uma segunda rodada de votação para o cargo de governador.
Engenheiro agrônomo de formação e professor universitário, Jerônimo possui uma trajetória consolidada dentro da gestão pública. Antes de chegar ao Palácio de Ondina, ocupou cargos estratégicos como secretário estadual de Desenvolvimento Rural e, posteriormente, de Educação. Sua experiência administrativa também inclui a passagem pela Secretaria Nacional do Desenvolvimento Territorial.
O processo eleitoral deste domingo ocorreu de maneira simultânea em todo o país, englobando a escolha para presidente da República, além de vagas para o Senado e as composições das câmaras federal e estadual. A reeleição de Jerônimo, portanto, mantém o PT à frente do governo baiano, consolidando a base de apoio que já vinha sustentando a gestão do engenheiro nos últimos anos.
