Brasília (DF) – O foco da Polícia Federal nesta terça-feira, 3 de setembro, recaiu sobre a cidade de Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. A corporação deflagrou a Operação Mahin, um movimento estratégico para desvendar uma série de crimes de ódio disparados via internet contra a deputada federal Talíria Petrone, do PSOL-RJ.
O rastro dessas agressões começou a ser mapeado em agosto de 2026. Naquele momento, as autoridades foram acionadas devido a um fluxo de mensagens eletrônicas que misturavam ameaças de morte, ataques racistas e ofensas misóginas. O alcance da intimidação não parava na figura pública da deputada; os criminosos também visavam seus familiares e chegaram a expor dados privados da parlamentar sem qualquer autorização, em um claro movimento de violação de privacidade e assédio.
Para viabilizar o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no município fluminense, a Justiça Eleitoral do Distrito Federal autorizou a operação. O trabalho de inteligência policial permitiu localizar um suspeito de ser o autor dos disparos virtuais. Curiosamente, o homem já se encontrava sob custódia das forças de segurança em Teresópolis, detido por envolvimento em um delito distinto.
A investigação vai além do indivíduo já identificado. O objetivo central é reunir elementos probatórios que ajudem a desenhar o mapa completo dessas condutas criminosas, incluindo a violência política que tentou silenciar a atuação da deputada. O nome da operação, Mahin, presta referência histórica a Luísa Mahin, figura emblemática na resistência à escravidão no Brasil, simbolizando a luta contra o racismo que permeia o objeto das apurações atuais.
Enquanto a Polícia Federal busca consolidar os indícios necessários para o prosseguimento do processo, a assessoria de Talíria Petrone informou que ainda aguarda o acesso aos detalhes completos da operação. A equipe da deputada reforçou, no entanto, que cada ameaça recebida ao longo dos últimos tempos foi devidamente comunicada às autoridades competentes, seguindo os trâmites legais para garantir a segurança da parlamentar e de sua família diante da escalada de hostilidades.
