A Procuradoria Geral da República apresentou uma denúncia ao Superior Tribunal de Justiça contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, por suposta prática de calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. O processo judicial tem como base uma série de vídeos intitulada Os Intocáveis, compartilhada pelo político em suas redes sociais.
Conteúdo das publicações
O material divulgado por Zema utiliza sátiras para associar o ministro Gilmar Mendes, além de outros integrantes da Suprema Corte, a episódios envolvendo o Banco Master. Segundo a acusação formalizada pelo órgão ministerial, o conteúdo disseminado teria imputado falsamente a prática de crimes ao magistrado. Tal conduta, de acordo com o Código Penal brasileiro, configura crime contra a honra.
Origem do conflito
O desgaste na relação entre o atual pré-candidato à presidência da República e o ministro intensificou-se após uma entrevista concedida por Mendes. Na ocasião, o integrante do STF ironizou o sotaque de Zema e afirmou que a gestão mineira dependeu de decisões judiciais da Corte para suspender o pagamento da dívida do estado com a União, sugerindo uma dependência do governo estadual em relação ao tribunal.
Posicionamento do ex-governador
Após a oficialização da denúncia pela Procuradoria, Romeu Zema utilizou suas plataformas digitais para comentar o caso. O político declarou que os citados na série de vídeos não aceitam críticas ou o uso de humor, além de afirmar que tais autoridades evitam prestar contas sobre suas ações. Em tom desafiador, Zema reforçou que não pretende recuar em seu posicionamento diante do processo.
A equipe de reportagem buscou contato com a defesa do ex-governador para obter um posicionamento técnico sobre a denúncia apresentada ao tribunal, mas não obteve retorno até o momento. O caso agora segue para análise do Superior Tribunal de Justiça, que decidirá sobre o prosseguimento da ação penal.
