Brasília (DF) – O segundo turno da disputa presidencial e das corridas estaduais chega à tela e às ondas do rádio nesta sexta-feira (9). O período de propaganda eleitoral gratuita, que se estende até 23 de outubro, marca o início de uma contagem regressiva para os eleitores de cinco estados e do Distrito Federal, além dos cidadãos que ainda precisam decidir o comando do Palácio do Planalto.
No rádio, os horários fixos para a veiculação das peças ocorrem às 7h e ao meio-dia. Já na televisão, a grade reserva o período das 13h às 20h30 para as exibições. A estrutura do horário eleitoral prevê a divisão em dois blocos diários de dez minutos para cada cargo, garantindo tempo igualitário aos postulantes.
Para o duelo presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a regra estabelece duas inserções diárias de cinco minutos para cada, de segunda-feira a sábado. No caso dos pleitos estaduais no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e no Distrito Federal, os candidatos ao governo ocupam o tempo de dez minutos logo após a exibição dos presidenciáveis, com 1 minuto e 65 segundos destinados a cada um.
O cenário no Rio de Janeiro, no entanto, sofreu uma alteração drástica. Com a decisão do TSE na última quinta-feira (8), que manteve a rejeição da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), o segundo turno no estado foi oficialmente cancelado após a anulação dos votos recebidos pelo político. Por isso, o Rio de Janeiro ficou de fora do cronograma de distribuição de tempo.
Além dos blocos fixos, as emissoras reservaram uma cota de 25 minutos diários para inserções curtas, que variam entre 30 e 60 segundos. Esse tempo também deve ser distribuído de maneira igualitária entre as coligações, conforme determina a legislação vigente. Na soma total, candidatos à Presidência ou ao governo estadual contam com 12 minutos e 30 segundos diários cada, considerando o período de segunda a domingo.
A partir de agora, o eleitor começa a ser impactado diariamente por essas mensagens. O formato, pensado para equilibrar a exposição pública, exige das equipes de campanha uma estratégia precisa para aproveitar os minutos disponíveis antes da votação definitiva.
