Brasília (DF) – O cenário político nacional ganhou um novo movimento nesta segunda-feira (27), com a formalização de Romeu Zema como o nome do Partido Novo para a disputa presidencial. A convenção, que reuniu lideranças da legenda em Brasília, sacramentou a transição da trajetória administrativa do ex-governador mineiro para o plano das articulações eleitorais de abrangência federal.
Embora o nome do cabeça de chapa já esteja definido, o tabuleiro do Novo ainda guarda uma lacuna: a indicação de quem ocupará o posto de vice-presidente. Durante o evento, estiveram presentes figuras centrais da sigla, como o presidente nacional Eduardo Ribeiro e o senador Eduardo Girão, que ingressou nos quadros do partido em fevereiro de 2023 e tem atuado como um dos rostos da bancada.
A trajetória de Zema é marcada por sua origem no setor privado. Administrador de empresas formado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o agora presidenciável estreou na política em 2018, quando venceu a disputa pelo Palácio da Liberdade. Após conquistar a reeleição em 2022, ele optou por renunciar ao mandato em março deste ano justamente para viabilizar sua candidatura ao Executivo nacional.
A oficialização desta segunda-feira marca o aquecimento oficial da temporada de convenções, que deve definir o rosto das chapas que buscarão votos pelo país nos próximos meses. O calendário eleitoral segue movimentado, com uma sequência de encontros partidários previstos para as próximas semanas.
A agenda das convenções nacionais segue intensa. O PCdoB realiza seu encontro no dia 30 de julho, seguido pelo PSTU e pelo PV, ambos marcados para o dia 31 de julho. A abertura do mês de agosto será marcada pela convenção do PCO, no dia 1º, enquanto o PT e o PSB agendaram suas atividades para o dia 2 de agosto.
