O senador Ciro Nogueira, presidente do PP, promoveu uma mudança em sua banca de advogados poucos dias após a deflagração de uma nova fase da operação Compliance Zero, que apura o chamado caso Master. O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, deixou a defesa do parlamentar em um movimento descrito por nota oficial como uma decisão de comum acordo entre as partes.
Contexto da investigação
A saída do advogado ocorre apenas quatro dias depois de a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão na residência do senador. Durante o período em que atuou no caso, Kakay acompanhou as diligências policiais e negou categoricamente que o parlamentar tenha se envolvido em condutas ilegais. Segundo a tese de defesa então apresentada, os contatos mantidos por Ciro Nogueira com o empresário Daniel Vorcaro limitavam-se ao exercício de suas funções políticas e parlamentares.
Supostos pagamentos sob análise
As investigações ganharam corpo a partir de diálogos via aplicativo de mensagens trocados entre Daniel Vorcaro e seu primo, Felipe. Os registros, que integram a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, indicariam o pagamento de valores mensais ao senador que oscilariam entre 300 e 500 mil reais. Questionado sobre esses repasses durante o período em que representava o político, Kakay refutou a existência de qualquer montante condizente com as cifras mencionadas nas conversas interceptadas.
Composição da nova defesa
Embora a saída de um nome de grande projeção como Kakay chame a atenção, o senador Ciro Nogueira mantém uma estrutura jurídica robusta. A equipe responsável pelos interesses do parlamentar conta com outros profissionais da advocacia, entre eles Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França. Até o momento, o gabinete do senador não detalhou se haverá novas contratações para suprir a lacuna deixada pela saída do antigo defensor.
