Brasília (DF) – Na véspera do primeiro turno das Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoveu neste sábado, 3 de outubro, a rodada derradeira de testes nos sistemas que gerenciam o pleito nacional. O protocolo, realizado na sede da corte em Brasília, confirmou a integridade e a autenticidade de todo o aparato computacional responsável pela recepção e totalização dos votos.
O ponto central do evento foi a emissão da Zerézima. Trata-se de uma etapa técnica indispensável para a transparência do processo, já que o relatório oficial comprova, de maneira irrefutável, que não há qualquer voto computado para nenhum dos candidatos antes mesmo da abertura das seções eleitorais.
A checagem cumpre uma função de segurança lógica: garantir que os softwares carregados nas máquinas e nos sistemas de rede sejam exatamente os mesmos que receberam assinaturas digitais e lacres da Justiça Eleitoral meses antes. Qualquer divergência no código seria detectada neste momento, inviabilizando o uso de versões não autorizadas do programa.
O rito que ocorreu na capital federal ecoa uma prática obrigatória em cada uma das seções eleitorais do país. Pouco antes de o primeiro eleitor entrar na cabine de votação, o presidente da mesa receptora imprime o mesmo relatório de Zerézima. O documento, assinado pelos mesários e fiscais presentes, atesta que o equipamento está devidamente configurado, zerado e apto para receber os votos durante todo o domingo.
