O Tabloide BrasilO Tabloide BrasilO Tabloide Brasil
  • Sociedade
    • Natureza
    • Economia
    • Nacional
    • Política
    • Segurança
    • Turismo
  • Saúde
    • Ciência
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
    • Artes
    • História
    • Literatura
  • Colunas
    • Bem Estar
    • Esporte
    • Jurídico
    • Negócios
  • Tech
    • Internet
Notificação Mostre mais
Resizer fonteAa
O Tabloide BrasilO Tabloide Brasil
Resizer fonteAa
  • Sociedade
  • Saúde
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
  • Colunas
  • Tech
Search
  • Sociedade
    • Natureza
    • Economia
    • Nacional
    • Política
    • Segurança
    • Turismo
  • Saúde
    • Ciência
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
    • Artes
    • História
    • Literatura
  • Colunas
    • Bem Estar
    • Esporte
    • Jurídico
    • Negócios
  • Tech
    • Internet
Siga-NOS
Vereadoras sofrem maior parte das agressões dentro das próprias câmaras municipais
Política

Vereadoras sofrem maior parte das agressões dentro das próprias câmaras municipais

Última atualização: 11 de Agosto, 2026 19:23
Por
Erre Soares
Compartilhar
4 Min Leia
📷 Tomaz Silva/Agência Brasil
Compartilhar

O plenário que deveria ser o espaço do debate democrático converteu-se, paradoxalmente, no território mais hostil para as parlamentares brasileiras. Setenta e sete por cento dos episódios de violência política contra vereadoras acontecem dentro das próprias câmaras municipais. A revelação consta no relatório inédito Raio X da Violência Política de Gênero e Raça no Legislativo Municipal, divulgado nesta terça-feira (11).

O levantamento, que ouviu mais de 70 parlamentares, expõe que o ambiente institucional opera como uma barreira excludente. A hostilidade atinge seis em cada dez parlamentares brancas e escala para oito em cada dez quando a vítima é uma mulher negra.

O perfil da agressão sob o teto legislativo

Mesmo com a vigência da Lei 14.192/2021, que alterou o Código Eleitoral para proteger os direitos políticos das mulheres, as engrenagens da violência continuam sendo movidas por um perfil específico: homens brancos cisgêneros representam 80% dos agressores. Em 34% das situações, o ataque vem do chamado “fogo amigo”, partindo de colegas de partido da própria parlamentar. A maior parte dessas investidas, cerca de 64%, ocorre no exercício cotidiano do mandato.

No topo da lista de abusos estão as agressões psicológicas, relatadas por 89% das entrevistadas. Elas descrevem episódios frequentes de microfones cortados à força, interrupções sistemáticas de fala, chantagens e humilhação digital. A violência simbólica afeta 82% das parlamentares, resultando em exclusão de espaços de decisão e induzindo à autocensura. Outras formas comuns de ataque incluem a violência moral (59%), com calúnias e injúrias destinadas a minar o mandato, e agressões diretas à identidade, raça ou orientação sexual (30%). O relatório registra ainda asfixia financeira interna, processos administrativos sem fundamento jurídico, assédio sexual e violência física.

O silêncio institucional e o isolamento político

A trajetória de isolamento começa logo após o resultado das urnas. Amanda de Albuquerque, diretora-executiva da Rede A Ponte, aponta que as mulheres enfrentam um abandono quase imediato por parte de suas legendas após a eleição. A resposta do poder público também se mostra ineficaz. Das 44 ocorrências graves documentadas, apenas 12 viraram denúncias formais, e nenhuma delas resultou em punição prática ou encaminhamento judicial efetivo. Para que a lei seja acionada, a denúncia precisa transitar do Ministério Público para a Justiça Eleitoral, um caminho muitas vezes travado pelo desconhecimento social sobre a gravidade dessas condutas.

Lauana Chantal, gestora da instituição, reforça que essa barreira invisibiliza a representação feminina e afasta novas lideranças, tornando a violência de gênero o principal obstáculo à democracia.

Abismo de representatividade nas urnas

O reflexo dessa barreira crônica aparece na composição das casas legislativas. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acumulados entre 2000 e 2024 revelam que as mulheres ocupam insignificantes 18,2% das cadeiras municipais brasileiras. Em 734 cidades, não há sequer uma vereadora eleita.

A disparidade é ainda mais profunda para a população negra. Embora representem 28% do país, as mulheres negras detêm apenas 7,5% dos mandatos municipais. Em 2024, mais da metade dos municípios não elegeu nenhuma parlamentar negra. A taxa de sucesso eleitoral ilustra bem o abismo: apenas 5% das candidatas negras venceram o pleito, frente a 19% de homens brancos.

O cenário é ainda mais devastador para as indígenas. Das 924 candidatas que concorreram em 2024, somente 39 conquistaram uma vaga — míseros 0,07% do Legislativo municipal, em um país cuja população indígena representa 0,8% do total.

MARCADOCâmara MunicipalRepresentatividade Femininavereadorasviolência de gêneroViolência política
Compartilhe este artigo
Facebook Whatsapp Whatsapp LinkedIn Reddit Telegram Email Cópia de Link
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas Notícias

Partido Verde decide caminhar com a candidatura de Lula para a presidência da República
Candidatos à Presidência cruzam o país com propostas que vão do veto às bets à reforma penal
Política
Brasil garante seis medalhas na Hungria com direito a dobradinhas femininas no pódio
Brasil garante seis medalhas na Hungria com direito a dobradinhas femininas no pódio
Esportes
Vasco conquista o título do Brasileirão Feminino A2 em decisão emocionante no Rio de Janeiro
Vasco conquista o título do Brasileirão Feminino A2 em decisão emocionante no Rio de Janeiro
Esportes
Copa Davis retorna ao Rio de Janeiro com início da venda de ingressos para duelo com Suíça
Abin aponta risco de interferência dos EUA nas eleições brasileiras em novo relatório reservado
Internacional
- Advertisement -
Ad image

Você pode gostar também!

Milton Leite se apresenta à Polícia Civil após ordem de prisão por suposto vínculo com PCC
Política

Milton Leite se apresenta à Polícia Civil após ordem de prisão por suposto vínculo com PCC

2 Min Leia

Ricardo Salles deixa o Ministério do Meio Ambiente

1 Min Leia
Presidenciáveis dividem quarta-feira entre gravação de TV e atos contra o crime
Política

Presidenciáveis dividem palanques entre o corpo a corpo nas ruas e sabatinas nesta terça-feira

3 Min Leia

Empréstimo para trabalhadores CLTS: cálculos atingem 10 milhões até o meio-dia; 1,2 mil acordos foram finalizados.

2 Min Leia
O Tabloide Brasil
  • Política Privacidade
  • Termos e Condições
Contato: Telefone: +351 919 895 989 – +55 21 93618-0070
© 2018 - 2026. Todos os diretos reservados. Proibida a reprodução.
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Perdeu sua senha?