O estado do Paraná registrou dois casos confirmados de hantavírus no decorrer de 2026, com ocorrências pontuais identificadas em Ponta Grossa durante o mês de fevereiro e em Pérola d’Oeste em abril. Além dos diagnósticos positivos, as autoridades sanitárias mantêm 11 suspeitas sob investigação, enquanto outros 21 episódios foram oficialmente descartados após análise laboratorial. No ano anterior, o histórico epidemiológico do estado contabilizou apenas uma notificação no município de Cruz Machado.
A Secretaria Estadual de Saúde reforçou que não existe qualquer indício de surto no território paranaense, classificando a situação como controlada. O secretário César Neves assegurou que as equipes médicas estão devidamente preparadas para identificar e realizar o tratamento imediato de eventuais novos pacientes, pedindo cautela à população para evitar o pânico desnecessário diante dos dados atuais.
Diferenciação entre cepas e prevenção
As autoridades esclareceram que os registros no Paraná não apresentam conexão com o surto ocorrido no navio de cruzeiro MV Hondius, que gerou um alerta da Organização Mundial da Saúde após mortes em uma rota entre a Argentina e Cabo Verde. O patógeno detectado na embarcação pertence à cepa Andes, que possui a capacidade alarmante de transmissão entre seres humanos, fator que eleva o risco epidemiológico daquela ocorrência específica.
Em contrapartida, os casos paranaenses estão relacionados à cepa silvestre, cuja contaminação ocorre exclusivamente pelo contato com roedores que habitam o meio ambiente. A infecção se dá por meio da inalação de partículas presentes na saliva, na urina ou nas fezes desses animais, sendo os locais de armazenamento, como sótãos e galpões em zonas rurais, os ambientes de maior vulnerabilidade para a exposição humana.
Monitoramento em áreas rurais
O governo estadual recomendou que a população adote medidas de higiene rigorosas ao manipular espaços fechados ou com acúmulo de detritos, evitando a inalação de poeira que possa estar contaminada. Para garantir a segurança contínua, a Secretaria de Saúde mantém vigilância ativa nas regiões onde houve confirmações, realizando o monitoramento constante das populações de roedores silvestres para prevenir novos contágios na comunidade.
