A diretoria colegiada da Anvisa deliberou, nesta quarta-feira (16), pelo início de um processo de consulta pública voltado à atualização das mensagens e imagens de alerta que figuram em derivados do tabaco. A iniciativa busca dar fôlego novo à comunicação sobre os riscos do tabagismo, tornando-a mais incisiva para o consumidor final.
O rito será dividido em duas frentes distintas, conforme detalhado pela agência. A primeira consulta concentrará esforços na análise das advertências e frases de efeito que precisam ser impressas obrigatoriamente nas embalagens dos produtos. É ali, no contato direto com o usuário, que a autoridade sanitária pretende intensificar o impacto visual e textual do aviso.
Uma segunda rodada de debates focará em um ponto muitas vezes ignorado: a comunicação em expositores e mostruários de pontos de venda. A intenção é padronizar a forma como o alerta chega ao público também no ambiente comercial, garantindo que a informação sobre os danos à saúde não se limite apenas ao invólucro do produto adquirido.
A lógica por trás da proposta é manter a eficácia da comunicação. Com o tempo, o impacto visual de fotos e textos acaba sofrendo o chamado efeito de habituação — o consumidor simplesmente para de “enxergar” o aviso. Ao propor ciclos de atualização mais recorrentes para essas advertências, a agência tenta contornar essa saturação sensorial e manter o foco nos malefícios causados pelo consumo de tabaco.
Não há, até o momento, uma definição sobre quais imagens ou frases específicas serão implementadas. O desenho final dessas novas regras dependerá das contribuições colhidas durante as consultas públicas, que servirão de termômetro para os próximos passos da regulação.
