Brasília (DF) – O calendário nacional de saúde ganha um reforço estratégico a partir desta segunda-feira, 3 de agosto. O Brasil dá início à Campanha Nacional de Multivacinação 2026, uma mobilização de larga escala projetada para elevar as taxas de cobertura vacinal em todas as regiões. O esforço se estende pelas próximas semanas, encerrando o ciclo de atividades no dia 1º de setembro.
Para quem busca colocar as doses em atraso em dia, o acesso é facilitado. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza todos os imunizantes gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em postos fixos espalhados pelo país. A logística do programa reserva um momento de mobilização intensa: o Dia D, marcado para o sábado, 22 de agosto, quando as equipes de saúde concentrarão esforços para atender o maior número possível de cidadãos.
O rol de vacinas contempladas na campanha é extenso, abrangendo desde a BCG, contra a tuberculose, até as vacinas contra Covid-19, influenza, febre amarela e HPV. Estão incluídas, ainda, as doses contra poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócicas C e ACWY, varicela, DTP e as vacinas contra as hepatites A e B.
Além da imunização de rotina, há uma atenção redobrada em São Paulo. Em função da detecção de novos casos de sarampo com cadeia de transmissão ligada à importação do vírus, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação para três cidades específicas: Guarulhos, São Bernardo do Campo e a capital paulista. A medida busca conter a circulação da enfermidade nessas localidades.
Para otimizar o acompanhamento do histórico vacinal, o governo federal mantém a Caderneta Digital da Criança. A ferramenta, acessível via smartphone, permite que responsáveis monitorem datas das próximas doses, recebam alertas automáticos e registrem dados fundamentais do desenvolvimento infantil, como peso, altura, IMC e o perímetro cefálico. Vale lembrar que, para aqueles que preferem o registro tradicional, a caderneta física continua sendo distribuída regularmente nos postos de saúde.
A diretriz oficial reafirma a segurança e a eficácia de todos os imunizantes presentes no SUS. A vacinação atua em duas frentes: reduz a circulação de agentes infecciosos e oferece um escudo protetor coletivo, resguardando inclusive aqueles indivíduos que, por restrições médicas, não podem receber certos tipos de vacina.
