São Paulo (SP) – O estado de São Paulo contabilizou, nesta segunda-feira (3), o 16º caso de sarampo registrado desde o início do ano. O cenário epidemiológico concentra a maior parte das ocorrências na capital, com 13 pacientes, enquanto Guarulhos e São Bernardo do Campo reportam, respectivamente, um e dois diagnósticos. Entre os infectados, nove são mulheres e sete são homens, sendo que a faixa etária mais afetada é a dos bebês com até um ano de idade, totalizando dez casos.
Dados da rede estadual de saúde revelam um distanciamento preocupante das metas estipuladas pelo Ministério da Saúde. Atualmente, a cobertura vacinal da tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — está estagnada em 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda. O patamar de segurança preconizado para evitar a circulação desenfreada do vírus é de 95%.
Para conter o avanço da doença, a Campanha Nacional de Multivacinação foi aberta nesta segunda-feira e prossegue até o dia 1º de setembro. Nas três cidades onde o vírus já circula, as autoridades sanitárias decidiram implementar uma estratégia de reforço: a vacinação foi estendida a todos os indivíduos entre 6 meses e 59 anos de idade.
A lista de imunizantes disponibilizados nesta mobilização é extensa, abrangendo desde a BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite e rotavírus até proteções como febre amarela, influenza, COVID-19, meningocócicas C e ACWY, pneumocócica 10-valente, varicela, DTP, hepatite A e HPV.
O sarampo é uma enfermidade viral aguda e de alta transmissibilidade. O contágio ocorre principalmente pelo ar, por meio de gotículas expelidas na fala, na tosse ou na respiração. Em locais com aglomerações, o vírus se propaga com velocidade crítica, podendo evoluir para quadros graves, sequelas permanentes ou desfechos fatais.
O reconhecimento dos sintomas é peça-chave para o controle da disseminação. O quadro clínico geralmente manifesta-se por febre elevada, ultrapassando os 38,5°, acompanhada por tosse seca, conjuntivite e intenso mal-estar. As manchas vermelhas são características marcantes: surgem primeiramente no rosto e atrás das orelhas antes de percorrerem o restante do corpo.
A vacinação permanece como o mecanismo definitivo de prevenção. A tríplice viral e a tetraviral são distribuídas gratuitamente pelo SUS, sendo a única defesa eficaz contra um vírus que, embora evitável, segue impondo riscos à saúde pública paulista.
