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Segurança

Polícia prende acusados de vender carne submersa em enchente no Rio Grande do Sul

Última atualização: 23 de Janeiro, 2025 16:27
Por
Redação O Tabloide
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3 Min Leia
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A Delegacia do Consumidor do Rio de Janeiro (Decon-RJ) prendeu quatro pessoas acusadas de vender carne que ficou submersa durante a enchente que atingiu o Rio Grande do Sul entre maio e junho de 2024. A operação, batizada de Carne Fraca, foi realizada na quarta-feira, 22, em Três Rios, no sul fluminense. Entre os detidos está Almir Jorge Luís da Silva, um dos proprietários da empresa investigada, a Tem Di Tudo Salvados.

Contents
  • Carne imprópria para consumo foi maquiada e revendida
  • Risco à saúde e investigação
  • Denúncia deu início à investigação
  • Crimes e penalidades

Carne imprópria para consumo foi maquiada e revendida

A empresa Tem Di Tudo Salvados adquiriu 800 toneladas de carne bovina, suína e de aves, imprópria para consumo, de um frigorífico gaúcho. A carne, que teria sido contaminada por lama e água acumulada, foi comprada por R$ 80 mil — valor muito inferior ao preço de mercado, estimado em R$ 5 milhões caso estivesse em boas condições.

Embora tenha alegado que o lote seria usado para produzir ração animal, a empresa maquiou os produtos para esconder os sinais de deterioração e os revendeu a açougues e frigoríficos de todo o Brasil, como se fossem próprios para o consumo humano.

Risco à saúde e investigação

O delegado Wellington Vieira, da Decon-RJ, destacou os riscos graves à saúde pública:

“Todas as pessoas que consumiram essa carne correram risco de vida. Quando uma mercadoria fica debaixo d’água, adquire condições que trazem risco iminente à saúde”.

Durante a operação, os agentes encontraram mais alimentos em condições precárias, incluindo carne embalada a vácuo do lote contaminado, pedaços expostos sem refrigeração adequada e pacotes armazenados em prateleiras enferrujadas ou diretamente no chão.

Denúncia deu início à investigação

A investigação começou quando o frigorífico gaúcho, que havia vendido o lote à Tem Di Tudo Salvados, identificou a revenda ao rastrear a numeração dos produtos. A empresa denunciou o caso à polícia, e a investigação contou com o apoio da Delegacia do Consumidor da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

Crimes e penalidades

Os detidos serão indiciados por crimes como:

  • Venda de mercadoria imprópria para consumo;
  • Associação criminosa;
  • Receptação;
  • Adulteração e corrupção de alimentos.

A polícia agora trabalha para identificar os açougues e frigoríficos que compraram a carne contaminada, com o objetivo de proteger a saúde pública e evitar novos riscos.

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