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Economia

Galípolo: estouro da meta de inflação foi causado por dólar alto, energia cara e economia aquecida

Última atualização: 10 de Julho, 2025 19:38
Por
Tales Santos Vieira
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2 Min Leia
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, atribuiu o descumprimento da meta de inflação em 2025 à combinação de fatores como câmbio desfavorável, aumento do custo da energia elétrica, economia aquecida e anomalias climáticas.

Em carta aberta publicada nesta quinta-feira (10), encaminhada ao ministro da Fazenda e presidente do Conselho Monetário Nacional (CMN), Fernando Haddad, o BC explicou os motivos que levaram o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) a ultrapassar o limite superior da meta.

No acumulado de julho de 2024 a junho de 2025, o IPCA registrou alta de 5,35%, acima do teto da meta de 4,5% definida para o ano. Pela nova regra de meta contínua — em vigor desde janeiro — a inflação é considerada fora da meta se permanecer acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, o que aconteceu agora.

Fatores destacados na carta

Segundo o Banco Central, os seguintes fatores pressionaram os preços para cima:

  • Atividade econômica forte: crescimento do PIB acima do esperado e mercado de trabalho aquecido, estimulando o consumo e o investimento.
  • Dólar mais caro: valorização da moeda americana frente ao real elevou os preços de bens importados e aumentou as expectativas de inflação.
  • Condições climáticas adversas: anomalias climáticas afetaram a oferta de alimentos e pioraram o cenário hídrico.
  • Energia elétrica: a piora nas reservas hídricas levou a bandeiras tarifárias mais altas, encarecendo a conta de luz.

O BC também apontou altas maiores que as previstas em itens como gasolina, café, vestuário, automóveis e serviços, que contribuíram para a inflação acima do limite.

“As expectativas de inflação se desancoraram, especialmente ao longo do segundo semestre de 2024”, diz a carta.

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