Calcutá, Índia – O favoritismo brasileiro falou mais alto no gramado de Calcutá. Neste sábado (3), o Brasil encontrou pouca resistência diante da Índia, ocupante da 138ª posição no ranking da FIFA, e construiu um 4 a 0 sem precisar acelerar o jogo. Foi o primeiro embate da história entre as duas nações, e a disparidade técnica ficou evidente desde o apito inicial, mesmo com o time comandado por Carlo Ancelotti entrando em campo com várias mudanças na formação titular.
O placar só foi inaugurado aos 27 minutos. Estêvão, vindo pela direita, cortou para o meio e finalizou de canhota. O chute, sem tanta potência, superou o goleiro Singh Sandhu e balançou a rede. Pouco antes do intervalo, aos 41, Estêvão apareceu novamente como garçom, servindo Pedro em profundidade. O centroavante tocou na saída do arqueiro, que chegou a tocar na bola, mas não impediu que ela cruzasse a linha.
O segundo tempo trouxe um cenário de constantes substituições. A Índia chegou a ensaiar um susto contra a meta do estreante Pedro Morisco, forçando Mauro Júnior a afastar uma bola em cima da linha. Passado o momento de desatenção, o Brasil retomou o controle e Samuel Lino, que substituiu Vini Jr., tratou de ampliar a conta.
Aos 12 minutos da etapa final, Douglas Luiz recuperou a posse ainda no campo ofensivo e serviu Pedro. Com um toque de letra preciso, o camisa 9 deixou Samuel Lino em condições de disparar um chute colocado, direto para o canto direito. Já nos acréscimos, aos 49, o próprio Lino fechou a conta: ele costurou a defesa pela esquerda e soltou um chute forte, contra o qual o goleiro substituto, Singh Gill, nada pôde fazer.
O resultado encerra a série de amistosos com um saldo positivo: foram duas vitórias — a anterior, um 4 a 2 sobre a Austrália na terça-feira — e um empate em 1 a 1 com o mesmo adversário, no dia 25 de setembro. Agora, o grupo volta suas atenções para os desafios de novembro em Singapura. A agenda prevê um confronto contra o Japão no dia 14 e outro diante dos donos da casa, no dia 17.
