O Tabloide BrasilO Tabloide BrasilO Tabloide Brasil
  • Sociedade
    • Natureza
    • Economia
    • Nacional
    • Política
    • Segurança
    • Turismo
  • Saúde
    • Ciência
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
    • Artes
    • História
    • Literatura
  • Colunas
    • Bem Estar
    • Esporte
    • Jurídico
    • Negócios
  • Tech
    • Internet
Notificação Mostre mais
Resizer fonteAa
O Tabloide BrasilO Tabloide Brasil
Resizer fonteAa
  • Sociedade
  • Saúde
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
  • Colunas
  • Tech
Search
  • Sociedade
    • Natureza
    • Economia
    • Nacional
    • Política
    • Segurança
    • Turismo
  • Saúde
    • Ciência
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
    • Artes
    • História
    • Literatura
  • Colunas
    • Bem Estar
    • Esporte
    • Jurídico
    • Negócios
  • Tech
    • Internet
Siga-NOS
Crise migratória em Ceuta gera divergências sobre o real papel do governo de Marrocos
Internacional

Crise migratória em Ceuta gera divergências sobre o real papel do governo de Marrocos

Última atualização: 4 de Agosto, 2026 11:31
Por
Erre Soares
Compartilhar
4 Min Leia
📷 Google Maps
Compartilhar

Ceuta, Espanha – O cenário em Ceuta, enclave espanhol situado no extremo norte da África, tornou-se palco de uma disputa geopolítica complexa após a chegada de mais de 50 mil imigrantes nos últimos dias. A magnitude do fluxo, que resultou em cerca de 100 mortes, reabriu o debate sobre a influência de Marrocos no controle de suas fronteiras e as tensões diplomáticas com o governo de Pedro Sánchez.

Para o historiador Nuno Carlos de Fragoso Vidal, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a movimentação em escala tão elevada dificilmente ocorreria sem o beneplácito deliberado das autoridades de Rabat. Segundo ele, o descontentamento marroquino está atrelado às aproximações de Sánchez com alas da esquerda espanhola defensoras da independência do Saara Ocidental. Essa retaliação seria um movimento calculado contra o apoio que a Frente Polisário, grupo insurgente historicamente respaldado pela Argélia, recebe de setores políticos europeus.

A tese de controle absoluto é compartilhada pelo ítalo-brasileiro José Luís Del Roio. Ex-senador, ele descreve o sistema marroquino como um Estado policial altamente eficiente, capaz de monitorar cada movimento em seu território. Para o analista, a passagem de 80 mil jovens sem qualquer resistência demonstra uma opção política pela inércia. Del Roio vai além ao sugerir que a crise teria sido um evento programado por interesses externos — incluindo suspeitas sobre Israel, dado o descontentamento de Tel Aviv com a posição espanhola em Gaza e na Cisjordânia, embora o Marrocos mantenha relações normalizadas com Israel através dos Acordos de Abraão.

Contudo, a visão de que Marrocos orquestrou a crise não é consenso entre os acadêmicos. Mohammed Nadir, professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC, defende que a avalanche humana possui raízes mais profundas e menos relacionadas a ordens governamentais. De acordo com Nadir, o governo de Sánchez já havia avançado no reconhecimento das pretensões marroquinas sobre o Saara Ocidental em 2022, o que deveria, em tese, ter distensionado as relações. A causa real, segundo sua análise, seria o esgotamento social: uma juventude sem perspectivas, sufocada pelo aumento do custo de vida e pela precariedade da saúde pública.

O próprio serviço de inteligência da Espanha parece adotar uma via intermediária. Conforme apurações recentes, os órgãos de segurança espanhóis não encontraram evidências de um planejamento centralizado por Rabat, mas confirmaram a existência de um nítido oportunismo. O governo marroquino teria permitido que o fluxo ocorresse, utilizando a crise como alavanca política após ela já ter sido iniciada de forma autônoma pela população.

A situação é agravada pelas antigas disputas territoriais sobre Ceuta e Melilla. O professor Vidal observa que, em um momento em que a importância geoestratégica do Estreito de Gibraltar é crescente, o Marrocos mantém suas reivindicações históricas sobre esses enclaves. Mesmo com o esforço diplomático de Madri em elogiar a cooperação marroquina para a deportação de imigrantes irregulares, o presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, mantém uma postura cética, afirmando publicamente que o vizinho africano não se mostra um parceiro confiável.

Neste cenário de acusações cruzadas, o governo de Marrocos rompeu o silêncio no último domingo. Por meio de um porta-voz, Rabat negou qualquer responsabilidade direta, atribuindo a crise à disseminação coordenada de notícias falsas em redes sociais. A versão oficial sugere que a ilusão de um acesso facilitado ao solo europeu foi fabricada por atores externos, transformando a crise em um teste de resiliência para as políticas de fronteira de toda a Europa.

MARCADOCeutacrise migratóriaEspanhaGeopolíticaMarrocos
Compartilhe este artigo
Facebook Whatsapp Whatsapp LinkedIn Reddit Telegram Email Cópia de Link
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas Notícias

Aplicativo da ANP permite verificar histórico e qualidade de postos de combustíveis no Brasil
Senado aprova redução de impostos sobre combustíveis e o texto segue para sanção presidencial
Política
Copa Davis retorna ao Rio de Janeiro com início da venda de ingressos para duelo com Suíça
Palmeiras empata com Cerro Porteño em São Paulo após sofrer gol nos acréscimos
Esportes
Instalação de comissão da taxa das blusinhas fica para setembro após impasse no Congresso
Instalação de comissão da taxa das blusinhas fica para setembro após impasse no Congresso
Política
Copinha de Joaquim Salles conquista prêmio principal no festival Cinefoot 2024
Copinha de Joaquim Salles conquista prêmio principal no festival Cinefoot 2024
Esportes
- Advertisement -
Ad image

Você pode gostar também!

França entra em novo lockdown a partir de amanhã

2 Min Leia

Mauro Vieira volta a criticar ONU por “inércia” frente à guerra

3 Min Leia

Mundo tem de fazer transição energética, dizem especialistas

5 Min Leia
Internacional

Vila pequena em Portugal também tem furtos

1 Min Leia
O Tabloide Brasil
  • Política Privacidade
  • Termos e Condições
Contato: Telefone: +351 919 895 989 – +55 21 93618-0070
© 2018 - 2026. Todos os diretos reservados. Proibida a reprodução.
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Perdeu sua senha?