O terceiro dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros trouxe uma análise técnica contundente ao Tribunal do Júri. O psiquiatra Rafael Bernardon, convocado pela acusação, descreveu o ex-vereador com traços de psicopatia. Segundo o médico, o comportamento do réu revela uma satisfação peculiar ao cometer atos que fogem aos padrões de normalidade social.
Bernardon baseou seu parecer em entrevistas, depoimentos do processo e relatos de pessoas próximas ao casal, já que não realizou consultas presenciais com os acusados. O especialista trouxe à tona episódios envolvendo ex-companheiras de Jairinho — elas relataram agressões severas contra seus filhos, incluindo fraturas e afundamento em piscina. Sobre Monique, o médico foi direto: ela teria falhado ao não exercer o instinto de proteção materna diante da violência sofrida por Henry Borel.
Defesas tentam invalidar o depoimento
A estratégia da defesa foi imediata. Rodrigo Faucz, advogado de Jairinho, e a equipe jurídica de Monique tentaram desqualificar o testemunho, argumentando que um perfil psicológico não pode ser traçado sem exame clínico direto. A juíza Elizabeth Machado Louro, contudo, indeferiu o pedido e manteve o depoimento nos autos do processo.
O rito segue com a expectativa de ouvir as 27 testemunhas arroladas pelas partes, um processo que deve ocupar o tribunal ao longo de toda esta semana. Jairinho e Monique respondem por homicídio, tortura e fraude processual. Caberá, ao final, ao conselho de sete jurados decidir o destino do casal diante das provas apresentadas.
