Lisboa, Portugal – O fluxo de eleitores brasileiros no exterior ganha contornos de operação logística em Portugal. No próximo domingo (4), o complexo da Universidade de Lisboa assume o posto de maior colégio eleitoral do pleito, reunindo 78.833 pessoas aptas ao voto. A estrutura, espalhada por três prédios distintos da instituição, concentrará 207 seções eleitorais para dar conta da demanda recorde.
A divisão do público na capital portuguesa segue uma estratégia de distribuição por faculdades. O edifício da Faculdade de Direito concentra o maior volume, com 34.144 eleitores esperados. Na sequência, a Faculdade de Letras está preparada para receber 28.892 votantes, enquanto a Reitoria contabiliza outros 15.797 inscritos.
O cenário internacional domina o topo da lista de densidade eleitoral. O segundo maior polo de votação do mundo também se encontra em território português: o Instituto Superior de Engenharia (Isep), no Porto, registra 47.676 eleitores. Cruzando o Atlântico, a terceira posição pertence ao Kendall Campus do Miami Dade College, nos Estados Unidos, que se prepara para receber 40.066 pessoas.
Ao olharmos para o território nacional, a realidade é distinta em termos de concentração. São Paulo ostenta o maior local de votação do Brasil na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), mas o número de 17.639 eleitores é significativamente inferior aos gigantes situados no exterior. A disparidade reforça o crescimento da base eleitoral brasileira fora das fronteiras.
A dimensão logística do dia da votação é vasta. O país mobiliza 158,7 milhões de brasileiros em um total de 94.836 pontos de votação espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Nem todos esses locais, contudo, guardam grandes aglomerações. O sistema eleitoral mantém seções em locais tão remotos ou específicos que 39 dessas unidades contam com apenas um eleitor registrado.
O desafio para os organizadores em Lisboa será gerir o trânsito dessas quase 80 mil pessoas em um único dia. Com urnas instaladas em prédios espalhados pelo campus, a organização do pleito em Portugal se tornou o termômetro da participação da diáspora brasileira nas decisões políticas nacionais.
