O calendário de campanha eleitoral desta quarta-feira (2) foi marcado por uma dinâmica variada, dividindo os presidenciáveis entre atividades presenciais de rua, encontros institucionais e, em casos específicos, a ausência total de atos públicos. A rotina dos postulantes ao Palácio do Planalto incluiu desde sabatinas até diálogos diretos com categorias profissionais em diferentes estados.
Em São Paulo, a movimentação foi intensa. Romeu Zema (Novo) aproveitou a passagem pela capital paulista para se reunir com motoristas de aplicativo. O debate central girou em torno da livre negociação, com Zema enfatizando a necessidade de maior transparência na relação entre as empresas e os condutores. Na visão do candidato, é fundamental que a estrutura de ganhos seja tão clara quanto a de um representante comercial.
Também circulando por São Paulo, Ronaldo Caiado (PSD) focou na economia e no varejo. Após conceder entrevista à rádio Metropolitana 90.5 FM, ele visitou o Mercado Municipal de Pinheiros. Em conversa com comerciantes e consumidores, Caiado pontuou o impacto dos juros altos sobre os pequenos negócios, fixando como promessa de campanha uma redução da taxa para 7%.
Outra agenda na capital paulista envolveu Clariana Barão (Democracia Cristã), que dividiu o dia entre entrevistas em veículos de rádio e TV e visitas locais. Ela percorreu o Brás para ouvir lojistas e esteve na Casa da Mulher Brasileira, onde tratou do suporte estatal a vítimas de violência doméstica. Ainda em São Paulo, Augusto Cury (Avante) dedicou parte do dia à Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp). No encontro com a comunidade judaica, o candidato abordou a importância de políticas de pacificação e o enfrentamento ao preconceito.
No Rio de Janeiro, a candidata Samara Martins (UP) concentrou seus esforços na área da saúde e educação. Na Ilha do Fundão, ela esteve no Hospital Clementino Fraga Filho, da UFRJ, onde conversou com trabalhadores e estudantes, incluindo uma passagem pelo restaurante universitário da instituição.
O cenário jurídico também impactou o ritmo de campanha. Em Brasília, Wilson Grassi (Democrata) protestou diante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ato foi motivado pela decisão do ministro Dias Toffoli que suspendeu as redes sociais de sua candidatura. Grassi argumenta que a medida inviabiliza sua campanha, dado que ele opera exclusivamente via canais digitais e sem o aporte de verbas do fundo eleitoral.
Enquanto o debate fervia em algumas frentes, outros candidatos mantiveram agendas discretas ou nulas. Nomes como Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Renan Santos (Missão) não registraram compromissos de campanha abertos ao público nesta data. Por fim, Edmilson Costa (PCB) realizou atividades ligadas à secretaria-geral de seu partido diretamente de Lisboa.
