A Procuradoria-Geral da República denunciou nesta sexta-feira o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ao Superior Tribunal de Justiça pela suposta prática de calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. O documento foi protocolado no final da tarde e aguarda a definição de um relator para dar continuidade ao processo judicial.
A origem da denúncia
O centro da acusação reside em uma série de vídeos divulgados pelo político em suas redes sociais sob o título Os intocáveis. Nas produções, Zema utiliza sátiras para associar o ministro Gilmar Mendes e outros integrantes da Corte ao caso envolvendo o Banco Master. A denúncia da PGR fundamenta-se no crime de calúnia, que consiste em imputar falsamente a alguém um fato definido como crime.
O histórico de tensões
O embate entre as figuras públicas intensificou-se após uma entrevista concedida por Gilmar Mendes, na qual o magistrado ironizou o sotaque do governador e afirmou que a gestão mineira dependia de decisões judiciais do Supremo para suspender o pagamento da dívida com a União. O clima de hostilidade atingiu patamares elevados quando o ministro solicitou a inclusão de Zema no inquérito das Fake News, que está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Posicionamento do governador
Em nota oficial enviada à imprensa, Romeu Zema reagiu à medida da Procuradoria mantendo um tom de desafio. O governador afirmou que os chamados intocáveis não aceitam críticas e se consideram superiores aos demais cidadãos brasileiros. Zema reforçou que não pretende recuar diante das acusações, sustentando que os envolvidos na polêmica não desejam prestar contas de suas ações perante a sociedade.
