Brasília (DF) – A corrida eleitoral entra em uma fase decisiva neste sábado, dia 15, com o encerramento do prazo para que partidos e federações oficializem seus candidatos junto à Justiça Eleitoral. O relógio corre até as 19h, horário limite para o envio eletrônico das informações por meio do Sistema de Candidaturas, o CANDex. Até o momento, a engrenagem institucional já processou cerca de 18 mil pedidos de registro, número que desenha o mapa da disputa que se consolidará em outubro.
Enviar os dados representa apenas a largada de um rito burocrático minucioso. Após o recebimento, os tribunais iniciam a análise para deferir ou indeferir os registros. O trabalho divide as tarefas entre diferentes instâncias: os pedidos para a Presidência da República sobem diretamente para o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto os registros para o Senado, governos estaduais e as cadeiras de deputados federais, estaduais e distritais ficam sob o escrutínio dos juízes nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
A lupa da Justiça Eleitoral
O crivo técnico avalia quesitos que vão muito além do preenchimento correto de formulários. Os magistrados cruzam dados para garantir o cumprimento das exigências legais, com atenção redobrada à Lei da Ficha Limpa e a outros impedimentos legais. A entrega de todos os documentos obrigatórios entra nessa conta, funcionando como condição indispensável para que o candidato tenha o nome confirmado na urna.
Essa fase de homologação também abre caminho para contestações. Candidatos concorrentes, partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral (MPE) têm o direito de contestar os registros por meio de ações de impugnação, um mecanismo que visa garantir a legalidade da disputa antes que a campanha de fato ganhe as ruas.
Calendário e dinâmica de votação
Superada a etapa cartorial, o foco se volta inteiramente para as urnas. No dia 4 de outubro, data marcada para o primeiro turno das eleições, os eleitores vão escolher novos deputados federais, estaduais e distritais, além de senadores, governadores e o presidente da República.
Nas disputas majoritárias para o Executivo — estados e Presidência —, o jogo pode se estender. Caso nenhum postulante consiga superar a marca de 50% dos votos válidos no primeiro turno (cálculo que desconsidera totalmente as opções em branco e nulas), a decisão fica adiada para o segundo turno, agendado para o dia 25 de outubro. Nesse cenário, o eleitorado retorna às seções eleitorais para decidir o pleito entre os dois candidatos mais votados.
