As regiões Sul e Sudeste dominam o topo do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), enquanto o Norte concentra os municípios com os indicadores mais preocupantes. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (20), analisou os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 variáveis sociais e ambientais, divididas entre necessidades básicas, fundamentos do bem-estar e acesso a oportunidades.
Gavião Peixoto, em São Paulo, alcançou a melhor marca do país com 73,1 pontos, contrastando com Uiramutã (RR), que amarga a última posição com 42,44. Entre as capitais, Curitiba aparece na liderança, seguida por Brasília e São Paulo, enquanto Porto Velho, Macapá, Maceió e Salvador ocupam o final da lista. Melissa Wilm, coordenadora do estudo, alerta que a desigualdade não é privilégio de uma única região: o mapa mostra que todos os estados convivem com disparidades internas profundas.
A pesquisa — fruto de uma colaboração entre Imazon, Fundação Avina e outras organizações — desafia a ideia de que o PIB define, sozinho, a qualidade de vida. Ao comparar cidades com perfis econômicos e populacionais semelhantes, como Duque de Caxias (RJ) e São Bernardo do Campo (SP), o índice revela como a gestão pública é o fator determinante para converter recursos em bem-estar real.
Houve avanços significativos entre 2025 e 2026, especialmente no acesso à informação, tecnologia e educação básica. Contudo, o cenário exige atenção em áreas críticas, como saúde e inclusão social. O Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina lideram o ranking estadual, enquanto Pará, Maranhão e Acre figuram nas posições inferiores. Dados detalhados estão disponíveis para consulta no portal ipsbrasil.org.br.
