Brasília (DF) – O ministro Kassio Nunes Marques, na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quinta-feira (22) que a Meta entregue um relatório técnico detalhado sobre as operações do canal Exército do Lula. A plataforma de mensagens WhatsApp, pertencente ao grupo, tem agora um limite de 24 horas para prestar esclarecimentos ao tribunal sobre o funcionamento da ferramenta.
A criação do canal, voltado à disseminação de conteúdos em suporte à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tornou-se o alvo da controvérsia. O pedido para que a Justiça Eleitoral investigasse as atividades do grupo partiu formalmente da equipe de campanha do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição.
A ordem de Nunes Marques obriga a empresa a detalhar como o canal opera e quais mecanismos de controle estão sendo aplicados. Com essa movimentação, o TSE coloca sob escrutínio o uso de novos recursos de comunicação dentro de aplicativos de mensagens no contexto da disputa pelo Palácio do Planalto. A decisão aguarda agora o cumprimento do prazo estipulado para que a Meta apresente as informações técnicas solicitadas pelo magistrado.
