Brasília (DF) – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou nesta quinta-feira (27) a necessidade de reforço militar para a segurança do pleito no primeiro turno, agendado para o dia 4 de outubro. O contingente das Forças Armadas será deslocado para municípios situados no Tocantins, Piauí, Ceará, Acre e Rio de Janeiro.
Embora a autorização tenha sido concedida, a lista detalhada com as cidades contempladas e o número exato de militares que participarão da operação permanece sob sigilo. A logística da movimentação, por sua vez, ficará integralmente a cargo do Ministério da Defesa.
A presença de tropas federais nas seções eleitorais não ocorre de forma aleatória. O procedimento é desencadeado apenas quando os tribunais regionais eleitorais (TREs) identificam que o policiamento estadual disponível não será suficiente para assegurar a normalidade da votação e a integridade do processo democrático. Todo o processo teve o suporte e o aval das autoridades estaduais envolvidas.
O primeiro turno das eleições definirá a composição de cargos importantes no cenário político nacional, incluindo deputados federais, estaduais e distritais, além das cadeiras de governadores, senadores e a chefia do Poder Executivo federal. Estão aptos a comparecer às urnas 158 milhões de eleitores brasileiros.
Caso a disputa pela Presidência ou pelos governos estaduais não seja decidida em 4 de outubro — situação que ocorre se nenhum dos candidatos atingir mais da metade dos votos válidos, desconsiderando brancos e nulos —, o pleito seguirá para uma segunda etapa. A data estipulada para esse eventual segundo turno é 25 de outubro.
