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Saúde

Há um ano, Brasil registrava primeiro caso de Covid-19

Última atualização: 26 de Fevereiro, 2021 18:47
Por
Redação O Tabloide
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O Brasil vive uma nova etapa da pandemia de covid-19, segundo o Ministério da Saúde. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que a contaminação continua em alta, principalmente por causa de novas cepas do novo coronavírus. Hoje o país registra 10.390.461 casos e quase de 251.500 óbitos.

Há um ano, o Ministério da Saúde confirmava oficialmente o primeiro caso de covid-19 em território nacional. Naquele momento, o Brasil era o segundo país do hemisfério sul a ter o primeiro caso do novo coronavírus confirmado. À época, havia dúvida sobre o comportamento da doença em um país tropical, em pleno verão. A informação inicial era a de que se tratava de uma síndrome gripal mais agressiva em pacientes acima de 60 anos.

Em coletiva de imprensa no dia 26 de fevereiro de 2020, o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciava que o primeiro caso se tratava de um homem de 61 anos que havia dado entrada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, com histórico de viagem para a Itália. A partir dali, com apoio da Anvisa, as pessoas que tiveram contato com o paciente passaram a ser monitoradas.

Naquele momento, o Ministério da Saúde, que havia declarado emergência em saúde pública em decorrência da infecção pela covid-19, passou a considerar como casos suspeitos pessoas que apresentavam febre e mais um sintoma gripal, vindas de países da Ásia e da Europa. Em março do ano passado, o aumento do número de casos e de mortes, e o crescente número de países afetados, levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a decretar que o mundo vivia uma pandemia do novo coronavírus.

Apesar do primeiro caso de covid-19 no Brasil ter sido registrado no dia 26 de fevereiro do ano passado, uma pesquisa conduzida por um grupo de pesquisadores do Espírito Santo, entre eles o professor e coordenador do Laboratório Central do estado (Lacen), Rodrigo Rodrigues, comprovou que o vírus causador da covid-19 já circulava no Espírito Santo desde novembro de 2019.

O objetivo do estudo era investigar se haveria presença simultânea do novo coronavírus com os vírus da dengue e da chikungunya no estado. Foram analisadas 7.370 amostras de casos das duas doenças, sem história prévia de diagnóstico da covid-19, de 1º de dezembro de 2019 a 30 de junho de 2020.  Foram detectados 210 casos de pessoas com anticorpos contra o novo coronavírus, cerca de 3% das amostras.

Segundo o coordenador do Lacen, Rodrigo Rodrigues, os casos da Covid-19 que ocorreram antes de fevereiro de 2020 e que não foram diagnosticados podem ter contribuído para a rápida expansão da pandemia no Espírito Santo e no Brasil.

O resultado da pesquisa foi publicado no dia 6 de janeiro deste ano na Revista Científica Plos One. O Ministério da Saúde orientou ao Lacen do Espírito Santo que aprofunde as investigações de campo e laboratoriais sobre o caso.

Na noite desta quarta-feira (24), o ministro Eduardo Pazuello convocou os gestores do SUS a agirem para tentar aumentar a capacidade de salvar vidas.

O Ministério da Saúde destacou que vai priorizar o atendimento nas unidades básicas de saúde, a estruturação da capacidade de leitos clínicos e de UTI, incluindo remoções de pacientes, e a vacinação.

Fonte: Agência Brasil

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