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Andrei Rodrigues: AGU aciona Fachin para travar o afastamento do chefe da Polícia Federal
Justiça

Advocacia-Geral da União respalda decisão de Fachin sobre comando da Polícia Federal

Última atualização: 9 de Setembro, 2026 18:57
Por
Erre Soares
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3 Min Leia
📷 Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Brasília (DF) – O ministro Edson Fachin, na presidência do STF, anulou nesta quarta-feira (9) o ato monocrático que havia determinado o desligamento de Andrei Rodrigues da diretoria-geral da Polícia Federal. A decisão, que também alcançou o diretor de Inteligência, Leandro Almada, foi recebida pela Advocacia-Geral da União (AGU) como um passo definitivo para o restabelecimento da ordem administrativa e pública.

A controvérsia jurídica ganhou contornos complexos quando o ministro André Mendonça optou pelo afastamento dos dirigentes, decisão que colidia com a nomeação prévia. Em resposta, a AGU acionou o Supremo com um pedido liminar para reverter o quadro. Para o órgão, o entendimento de Fachin não apenas corrige a rota, mas reafirma a competência privativa do presidente da República para gerir cargos de chefia dentro da estrutura policial.

Na avaliação técnica da AGU, o movimento do ministro é um vetor de estabilidade. Ao garantir que o comando da PF permaneça intacto, o STF assegura as condições operacionais para que a instituição — peça-chave na engrenagem do Estado Democrático de Direito e da segurança pública — exerça suas atribuições sem sobressaltos. O órgão argumenta que a medida preserva a harmonia necessária entre os Poderes, protegendo as prerrogativas constitucionais de cada esfera e, consequentemente, blindando a paz social de instabilidades institucionais.

Curiosamente, a decisão de Fachin foi além e suspendeu também o despacho anterior de Flávio Dino, que havia determinado a reintegração dos dois delegados. Com a movimentação no Supremo, o cenário jurídico aponta para a necessidade de um retorno ao rito administrativo padrão.

Paralelamente, o Ministério da Justiça e Segurança Pública manifestou-se em tom de prontidão. Em nota, a pasta destacou que a Polícia Federal manterá o curso de suas missões com rigor técnico e absoluto compromisso com a lei. A orientação é clara: as investigações em trâmite não devem sofrer qualquer descontinuidade, independentemente de quem sejam os investigados ou da profundidade das apurações necessárias para esclarecer a verdade dos fatos.

O ministro Wellington Lima ratificou o posicionamento em declaração pública, assegurando que não haverá soluços na gestão da corporação. Para ele, a regularidade das operações e a autonomia administrativa da PF são inegociáveis. O foco do governo agora é blindar a instituição de qualquer interferência que possa comprometer a integridade das apurações em curso, mantendo a Polícia Federal operando com a liberdade e a responsabilidade que o cargo exige.

MARCADOAGUdireito administrativoEdson FachinPolícia Federalstf
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