São Paulo (SP) – O CT Paralímpico, em São Paulo, vira o epicentro do futebol de cegos a partir deste domingo (18). Doze clubes iniciam a disputa pelo troféu nacional, trazendo para o cenário doméstico talentos que brilharam recentemente na campanha do bronze brasileiro nos Jogos de Paris 2024. Nomes como Maicon, Thiago Paraná, Jefinho, Jardiel Vieira, Nonato e Jonatan Felipe confirmam o nível técnico elevado da competição, que também conta com reforços estrangeiros da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Itália e Japão.
A bola rola logo cedo, às 8h, para o confronto de abertura entre a Agafuc-RS — a atual detentora do título e maior vencedora da história, com oito conquistas — e a Escema, do Maranhão. O time maranhense chega à elite após o vice-campeonato na Série B no ano passado. Ambas as equipes compõem o Grupo A, ao lado da Adesul-CE e da Apadevi-PR.
A estrutura do torneio divide os participantes em três grupos. A chave B é composta pelo Corinthians-SP, que atua em parceria com o projeto social Maestro-PR, pela Apadav-SP, campeã da Série B em 2025, além do Instituto Nova Visão (INV-SP) e da Adef-SP. Já o Grupo C reúne a Apace-PB, a AMC-MT, o Insep-SP e a Vila Nova-DF.
O formato da disputa prevê que os times enfrentem os rivais de seus respectivos grupos na fase preliminar. Apenas os oito melhores na classificação geral avançam para as quartas de final, marcadas para 21 de outubro. O regulamento é implacável: o cruzamento será definido pela pontuação (1º contra 8º, 2º contra 7º, e assim por diante), com decisão por pênaltis em caso de igualdade no tempo normal. As duas equipes com o pior desempenho no somatório geral sofrerão o rebaixamento para a Série B de 2027.
Quem avançar dos confrontos eliminatórios segue para as semifinais no dia seguinte. A glória máxima do campeonato será decidida na manhã de 23 de outubro, a partir das 10h30. Antes disso, às 8h30, ocorre a disputa pela terceira posição. Com o histórico de oito títulos da Agafuc-RS e a perseguição do ICB-BA, que soma sete troféus, o torneio mantém a tradição de ser um dos mais competitivos do calendário esportivo paralímpico brasileiro.
