Rio de Janeiro (RJ) – A captura de um dos principais chefes do tráfico da Baixada Fluminense e o desmantelamento de um escritório sofisticado de fraudes bancárias marcaram a ofensiva da Polícia Militar nesta quinta-feira (2). As ações ocorreram de forma simultânea de norte a sul do estado do Rio de Janeiro, alcançando desde a região metropolitana até as cidades litorâneas.
O balanço das incursões aponta para um esforço coordenado que envolveu equipes dos comandos de Policiamento de Área e de unidades especializadas da corporação. As frentes de atuação tinham objetivos bem definidos pelas forças de segurança: desarticular o crime organizado, combater o roubo de veículos e cargas nas rodovias e avenidas, e remover barricadas que impedem o livre direito de ir e vir dos moradores em diversas comunidades fluminenses.
Alvo de alta periculosidade capturado
Entre os resultados mais expressivos do dia está a prisão de Diego Silva de Jesus, conhecido no submundo do crime pelo apelido de “Problemático”. Investigado pelos setores de inteligência da polícia, ele é apontado como uma das principais lideranças do tráfico de drogas na comunidade da Mangueirinha, localizada em Duque de Caxias.
Contra Diego havia dois mandados de prisão preventiva em aberto. O histórico criminal do suspeito revela uma extensa folha corrida com 16 anotações. Ele já havia sido preso anteriormente, em 2019, por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), sob a acusação de envolvimento direto na morte de um policial militar na Linha Amarela, uma das vias expressas de maior fluxo de veículos da capital carioca. Na mesma ação que resultou na sua captura nesta quinta-feira, os policiais prenderam outros três suspeitos e apreenderam um fuzil, desferindo um golpe tático na estrutura local da facção.
Escritório do crime na Cidade de Deus
Enquanto a operação na Baixada Fluminense cercava as lideranças do tráfico, policiais militares do 18º Batalhão conduziam buscas na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio. Lá, as equipes localizaram e desarticularam uma central clandestina montada especificamente para aplicar golpes financeiros contra instituições bancárias brasileiras.
No imóvel que servia de base para os estelionatários, os policiais encontraram uma infraestrutura tecnológica que contava com 15 notebooks, quatro computadores desktop, caixas de som e três telefones celulares. Além dos eletrônicos, foram apreendidos cinco cadernos de anotações e documentos que continham roteiros de abordagens para enganar as vítimas, bem como registros da contabilidade da atividade ilícita. Todo o material apreendido e os detidos foram encaminhados para a Polícia Civil para o prosseguimento das investigações e identificação de outros integrantes do esquema.
