Se a projeção se confirmar, o endividamento nacional registrará uma elevação de 10,8 pontos percentuais durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, aproximando-se do recorde histórico de 87,7% do PIB, alcançado em outubro de 2020, no auge da crise sanitária. Naquele período, foram executadas despesas extraordinárias de R$ 524 bilhões relacionadas à Covid-19.
A Secretaria do Tesouro Nacional estimou, nesta sexta-feira (7), que a dívida bruta do setor público consolidado — que inclui União, estados, municípios e empresas estatais — continuará em trajetória ascendente até o encerramento do mandato presidencial, em 2026, atingindo 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
A projeção consta na 7.ª edição do Relatório de Riscos Fiscais da União, documento que avalia cenários macroeconômicos e tendências orçamentárias.
Em setembro deste ano, de acordo com o Banco Central, responsável pela consolidação estatística das contas públicas, o endividamento brasileiro estava em 78,1% do PIB, o que equivale a R$ 9,75 trilhões.
Se a estimativa do Tesouro se confirmar, a dívida pública brasileira terá um crescimento acumulado de 10,8 pontos percentuais ao longo do governo Lula, considerando que o índice era de 71,7% do PIB em dezembro de 2022, quando se encerrou o mandato de Jair Bolsonaro.
